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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Além da Vida

Clint Eastwood é daqueles diretores esperados pelo seu público cativo, assim como Woody Allen, Pedro Almodóvar, Martin Scorsese. Quando vai lançar um longa-metragem, não importa o assunto ou o elenco; o cinéfilo estará lá para conferir se ele continua em boa forma ou se seria melhor fazer outra coisa da vida.

A partir de sexta, dia 7 de janeiro chega aos cinemas “Além da Vida” (“Hereafter”). Sim, mais um longa sobre vida após a morte, se o leitor quer saber logo de cara. E já na primeira sequência, Eastwood provoca o espectador a ponto de lhe tirar o fôlego. Sem dizer onde está a francesa Marie Lelay (a atriz belga Cécile de France), uma grande onda, que ficou conhecida como tsunami, arrasa a praia onde ela se encontra. E, a partir de então, a jornalista muda um pouco o rumo da sua vida profissional e afetiva.

A vida de muitas pessoas acaba mudando e é exatamente o que mostra o longa que tem roteiro escrito por Peter Morgan (o mesmo de “Frost/Nixon”, “A Rainha”). 

A fita se passa na França, na Inglaterra e nos Estados Unidos, onde mora o protagonista vivido por Matt Damon. O ator faz o papel de George, um vidente que deixou de fazer previsões por achar que não se trata de um dom, mas uma maldição.

Nos primeiros 15 minutos de exibição, Eastwood faz as apresentações dos personagens de cada lugar, ou seja, Marie que está em férias na Tailândia e depois retorna para a emissora onde trabalha, em Paris; dos gêmeos ingleses Marcus e Jacob (George e Frankie McLaren), que tentam fazer com que a mãe não perca a guarda deles, já que vive drogada, e os assistentes sociais estão atrás dela. Além, é claro, do médium.

Embora os três personagens sejam bastante diferentes entre si (um garoto, uma jornalista e um vidente), o que faz sentido na história toda é um denominador comum: o fato de todos terem tido re­cente ligação com a morte e, por algum motivo, precisam aprender a viver o agora. E, para não fugir do final clichê e previsível, os três, de alguma maneira e em algum lugar, vão se encontrar.

Embora não atue no filme, tal como fez em longas anteriores, como “Gran Torino”, “Menina de Ouro”, entre outros, Clint Eastwood é também produtor (juntamente com Steven Spielberg) e responsável por duas canções que compõem a trilha sonora, que, aliás, é belíssima.

Depois de fazerem “Invictus”, filme que contou a história da equipe de rúgbi da África do Sul de Nelson Mandela, Matt Damon e o diretor retornam a parceria de sucesso. Os dois mostram a cumplicidade de ator e diretor e quem apro­veita é a plateia.

Se a sequência mais marcante é a do início, principalmente pela grande produção, ou seja, a do tsunami (que na verdade fora filmada no Havaí e não na Tailândia, como sugere a história), a mais cativante é uma próxima ao final, que envolve o espectador e mostra a ele que é hora de se emocionar...

Um dos pontos altos de “Além da Vida” é que, apesar de falar sobre aquilo que desconhecemos, ainda que o personagem de Damon diga o que está ouvindo dos mortos, o filme não explora demais o lado espírita, tal como os filmes “Chico Xavier” ou “Nosso Lar”, duas produções brasileiras. Como disse Clint Eastwood no material de divulgação para a imprensa, “não sabemos o que acontece do lado de lá, mas, do lado de cá, tudo acaba”.

“Além da Vida” é desses filmes para sair do cinema e continuar pensando sobre a mensagem transmitida, principalmente se o espectador já teve, em algum momento, contato com a morte. E que destino, apesar de parecer surreal, pode ser mais convencional do que imaginamos. 

A propósito: sim, Eastwood continua em plena forma!  

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Assista aqui ao trailer.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Educação - trailer

"Educação" ("An Education") estreia nesta sexta, 19, e conta a história da transição de uma jovem da adolescência à idade adulta, na Grã-Bretanha no início dos anos 1960, na passagem do período ultra-rígido que se seguiu à Segunda Guerra Mundial para a década liberal que viria a seguir. Com roteiro escrito por Nick Hornby, o mesmo de "Alta Fidelidade".


domingo, 15 de novembro de 2009

2012

Está marcado no calendário maia, instituído séculos atrás, que, depois de 21 de dezembro de 2012, não há mais nada. Ou talvez haja. Enfim, é baseado no fato de que o mundo vai-se acabar a partir de um grande dilúvio que desenvolve o longa-metragem “2012”.

A fita se desenrola a partir de 2009, quando a alta cúpula dos Estados Unidos e de grandes nações do mundo começam a perceber o perigo que a humanidade corre. Então, os dias vão se passando, até que 2012 chega e tudo o que eles precisam fazer é colocar em prática o que determinaram tempos antes.

Para contar essa história, o diretor Roland Emmerich (de “10.000 a.C.”) usa como mote uma família comum americana. Jackson Curtis (John Cusack) é um escritor fracassado e separado de Kate (Amanda Peet), com quem teve dois filhos. Atualmente, ele faz bicos como motorista de limusine para um empresário russo (rico e egoísta) e ela se casou com um cirurgião plástico. Porém, durante um acampamento com os pequenos, Jackson conhece um “maluco” que anuncia que, de fato, o fim do mundo está chegando.

Ao retornar para casa, em Los Angeles, Curtis descobre que um terremoto passou por ali e tudo o que eles devem fazer é fugir para a China. Paralelamente, membros do governo americano estão se organizando para tomar o mesmo rumo juntamente com alguns cidadãos previamente selecionados, mas sem avisar aos demais. Então, o presidente (negro, vivido por Danny Glover, de “Ensaio Sobre a Cegueira”) desiste de ir e a correria começa.

“
2012” é um típico filme-catástrofe que mistura várias tragédias que encontra pelo meio do caminho, tal como já puderam ser vistas em
“Inferno na Torre”, “Titanic”, “Poseidon”, “O Dia Depois de Amanhã” (do mesmo diretor), “Guerra dos Mundos” (que também usa a família como gancho) e muitos outros.

Outro enfoque dado por Emmerich é extremamente político, pois envolve os altos escalões de vários países do mundo. Mas a liderança, como não poderia deixar de ser, é dos Estados Unidos. O local seguro escolhido para eles se salvarem não por acaso é a China, o país emergente que cresce sem parar. E a história segue sempre com foco na família, dando um caráter mais humano e de maneira a envolver o espectador e fazê-lo se enxergar naquela confusão, naquela catástrofe natural que acabará atingindo a todos.

Para reunir todas essas catástrofes, o diretor se valeu da tecnologia e dos inúmeros efeitos especiais para projetar terremotos, inundações, destruição de cidades inteiras. E essas inserções começam a ser forçadas, como o voo pilotado pelo cirurgião plástico a beira do caos total, as explosões etc.

Aos brasileiros, foi dedicada uma sequência bastante breve (que ilustra o cartaz de divulgação do filme), que é quando são transmitidas imagens da queda do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, direto da televisão local.


“2012” não é um filme composto por diálogos bem-construídos, ao contrário. O arrasa-quarteirão serve mesmo para escancarar as imagens na tela grande e fazê-las contar a história. Neste quesito entra também o fato de não se precisar de atores excepcionais. Em todo caso, Cusack consegue interpretar direitinho o papel que transita entre o pai de família fracassado e o herói que vai salvar a família da catástrofe. Assim como Danny Glover mantém a serenidade para tomar a decisão tal como um presidente que quer fazer o bem para o povo americano.


O longa-metragem é cheio de clichês previsíveis e escancara as imagens impossíveis na tela. Durante duas horas e meia o espectador vai acompanhar cenas repletas de ação e terá o sentimento de que tudo ali é irreal. Porém, quem sai de casa para assistir a um blockbuster americano sobre o fim do mundo não pode esperar outra coisa.


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Assista ao trailer.



sexta-feira, 26 de junho de 2009

A Princesa e o Sapo

Trailer da nova animação da Disney: "A Princesa e o Sapo".