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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Férias

Como estou em férias, não quer dizer que não vou ao cinema. No entanto, até julho, me mudo de endereço: Memória de Viagem. A gente se vê lá e também talvez aqui!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Parisiense por uns dias

Eu não gosto de pedir informações quando estou perdida na rua. Muito mais por medo de uma pessoa mal-intencionada que pode me mandar pra bem longe que por auto-suficiência. Em compensação, parece que há uma placa com algo tipo: “Serviço de Ajuda ao Cidadão Perdido” colada na minha testa. Só eu pisar a rua, que já vem um perguntar onde fica a avenida tal.

Isso acontece desde quando eu era criança e voltava da escola a pé segurando a mão do meu irmão caçula. A gente voltava junto pra casa, mas um dia vieram me perguntar onde ficava a avenida Moreira Guimarães. E eu fui explicar para o motorista e ele... bom, deixa pra lá, não quero lembrar dessa história.

Mas mesmo depois que eu cresci um pouco e ficava andando de casa pro shopping, para a casa dos meus amigos, para a escola, vinha sempre alguém perguntar. Era até compreensível, porque é muito fácil se confundir com tanto nome de pássaros e aldeias indígenas que dão nomes àquelas ruas.

Depois que vim morar aqui, há 11 anos, a história continua se repetindo, mas o que confundem as pessoas agora são os nomes das flores que dão nomes às calçadas. Além de ser um labirinto, os nomes são muito parecidos.

Quando estive em Paris, pasme!, vieram me pedir informação. E o pior: em francês. Danou-se, porque eu não sabia nem onde eu estava, nem sabia falar o idioma da pessoa, imagine dar informação. Enquanto a pessoa (na verdade foram duas vezes) ia me perguntando, eu ia fazendo aquela cara de interrogação que até ela entender que eu não estava compreendendo nada, demorou.

No último dia em que eu fiquei na cidade, porém, eu estava passando perto da Place de la Concorde quando duas mulheres se aproximaram e dispararam:

- Do you speak english?

- Ufa, pensei. Pelo menos não vieram falando francês sem parar.

Depois da minha resposta positiva, elas me perguntaram se eu sabia onde fica o museu L’Orangerie. A primeira resposta que me veio a cabeça era dizer:

- No, sorry.

Mas eu não podia, porque eu tinha justamente saído de lá. Respirei fundo e, como se eu vivesse ali desde criancinha, fui explicando para as duas como chegar ao museu de arte impressionista. Mais dois meses ali e eu poderia jurar que nunca tinha morado em outro lugar.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Pardon

Me lembro que quando estive em Londres, percebi que o ingleses usavam a palavra “sorry” não apenas para pedir desculpas. O “sorry” (“sôrry” pra ficar bem britânico) era usado para pedir licença quando se queria passar e tinha alguém na frente; para abordar uma pessoa na rua ao pedir informação, por exemplo; para pedir que a pessoa repita algo que não se entendeu, e por aí vai.

Em Paris é a mesma coisa. Mas ao invés de “sorry”, eles usam e abusam do “pardon”.

Quer descer do metrô e tem alguém no seu caminho?
- Pardon

Quer pedir desculpas por ter esbarrado em alguém?
- Pardon

Não entendeu um nada do que aquele francês disse?
- Pardon?

Se quiser fazer diferente, também pode optar por "Excuse-moi". Mas aí pode ser que percebam logo de cara que você não é de lá!

Então está combinado: além de bonjour, bonsoir, s'il vous plaît, merci e au revoir, complete a listinha de boa educação com pardon. É isso.

*E é isso mesmo. Volto agora com novidades do cinema, já que as férias acabaram. :0(

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Bom dia, por favor, obrigada e até mais

Parece até ridículo tocar neste assunto, mas educação é bom, todo mundo gosta e faz bem para os dentes. Muita gente que vai a França reclama da falta de paciência daquele povo, de fazerem biquinho pra isso, biquinho praquilo, além de lá ninguém fazer questão de falar inglês. Se você é de fora, que se vire para entender o que os nativos estão dizendo.

Por um lado eles têm razão. Pense se um dia, despreocupadamente, você estiver andando na rua e chega um árabe e começa falar a língua materna dele e te obrigar a entender. Pior: e se for grego? (tem até piada pra isso). Nada disso. Claro que ninguém é obrigado a falar francês para conhecer uma das cidades mais bonitas e badaladas do mundo. No entanto, boa educação é fundamental.

Da primeira vez que estive em Paris me irritei um pouco. Os parisienses realmente não têm muita paciência com os turistas, não estão interessados em ficar dando informações, essas coisas. Mas com um pouquinho de jeito é possível conseguir o que quiser deles.

Desta vez aprendi definitivamente a lição. Sempre (eu disse sempre!) que for abordar uma pessoa na rua, no caixa da loja, na bilheteria do metrô, diga "bonjour" (ou "bonsoir" se for de noite). A pessoa que ouve já percebe que você não é dali, mas pelo menos já abre um sorriso, responde e se prontifica a ouvir. Em seguida, solte logo um "s'il vous plaît". Outra palavrinha mágica que não pode ficar de fora de qualquer pedido é "merci" (que pode ser "merci bien" se você estiver muito agradecido). E, para finalizar a conversação, "au revoir".

Quatro palavras para ser civilizado na França. E se alguém te tratar mal, reclame. Eles vão se sentir envergonhados por terem perdido a educação.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Bolhas

Pra quem anda de casa para o trabalho (e vice e versa), em cima da esteira na academia, do trabalho até o restaurante, quando vai viajar não pode ter moleza. Não mesmo! E como perambular de um lado para o outro de táxi sai caro demais e debaixo da terra, no metrô, se perde o melhor da cidade, a pedida é mesmo ir caminhando. E foi só isso o que eu fiz durante os dias em que fiquei em Paris.

Oh céus! No final do dia, eu fazia as contas, e já tinha andado mais de três, quatro horas seguidas, entre as escadas do metrô (acredite, são muitas), os passeios por perto das estações e mais os corredores dos museus, que quando menos se espera, já foram quilômetros percorridos. Em Versalhes, por exemplo, onde fica o Castelo rodeado por um jardim imenso, sem brincadeira, andei cinco horas e só parei por cerca de quinze minutos duas vezes para comer uma baguete (!) sentada de frente para o Grande Canal (!!), debaixo de árvore para me proteger do sol (!!!).

E o que restaram além de lembranças lindas, momentos incríveis e 741 fotos? Bolhas nos pés, claro. Mesmo com os sapatos mais confortáveis do mundo, elas são inevitáveis. E nada de creminho aqui, massagenzinha acolá. Nada disso adianta. Agora é só recuperar. E sentir falta.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Voila

Melhor que ir a Paris, eh voltar a Paris. Explico: eh que quando voce vai a capital da Franca pela primeira vez, tem a obrigacao de ver coisas que tem a cara da cidade, como ver a Mona Lisa no Louvre, passear na Champs-Elysees, subir na Torre Eiffel, essas coisas. No retorno a cidade a coisa muda um pouco de figura, porque como voce ja fez o basico, pode ter um tempo extra para tentar descobrir nao o que os turistas fazem, mas o que os parisienses costumam fazer, comer, onde eles passeiam, essas coisas.

Em uma semana que estou aqui, fiz um pouquinho de coisa de turista, mas, por exemplo, aproveitei para andar por ruas onde nao estao as pessoas falando italiano, portugues (acredite, a cidade esta enfestada de brasileiros), ingles.

Hoje mesmo acabei de ir ao cinema. A sala eh como se fosse uma das nossas grandes redes, como UCI, Cinemark, mas fica em Bercy, um bairro bastante moderno da cidade. Alias, ha um grande contraste, eh como se a arquitetura do local te mandasse para um outro lugar, que nao Paris.

Bom, voltando ao cinema. Embora seja uma dessas salas enormes (e nao a sala do Espaco Unibanco que exibe filmes de arte), tem pipoca (urgh!), as pessoas ficam abrindo o celular para ver as horas (afe!) e tem filme frances na tela (voila!).

Outra coisa boa de Paris pela segunda vez eh que nao eh necessario ficar apenas em Paris. Ontem aproveitei para viajar ate Vernon e de la ate Giverny, onde fica a Fundacao Claude Monet. Passeio de um dia, 40 minutos de trem, coisa rapida. Mas uma licao de historia da arte pra toda vida.

Domingo passado, com vontade de voltar a ser crianca, fui para a Disneyland. Cheio de gente, lotado de turistas (inclusive brasileiros), caro pra caramba, mas ok, foi divertido.

Amanha pretendo fazer outra viagem de um dia: Versalhes. Vamos ver se da certo. Depois eu conto tudo.
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PS: Desculpe a falta de acentos. Coisa de teclado internacional.
PS2: Sei que prometi atualizar o blog (e fui cobrada por isso), mas sabe cume, ferias...
PS3: Em tempo: O filme a que assisti hoje chama-se "99 Francos" que estreou aqui dia 26 de setembro, mas ainda nao tem previsao de ir para o Brasil. :-(

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Vou até ali e já volto

Ok, eu sei, não precisa me lembrar. Quando criei este blog era para única e exclusivamente falar de uma paixão: o cinema. Daí já inventei de incluir umas crônicas, desde que tenham o cinema como tema, claro. Agora, já vão pensar que eu vou esculhambar. Pode ficar tranqüilo, não vou não. Apenas vou fazer um breve intervalo para falar de outra paixão incontrolável que eu tenho: viajar.

Finalmente consegui umas merecidas férias e vou aproveitar o espaço para escrever as impressões, mandar notícias, manter contato, matar as saudades, essas coisas. Por isso, não chore: logo mais volto a falar dos lançamentos da tela grande. Por duas semanas mandarei notícias do Velho Mundo.

Nas férias vou aproveitar para visitar a Mona Lisa, contar as novidades depois de cinco anos sem vê-la. Vou aproveitar também e seguir os passos dos Lumière (pronto, arrumei um jeito de falar de cinema!) e olhar a Cidade Luz do alto da Torre.

Bom, por enquanto é só. Vou até ali e já volto com muitas novidades =)