domingo, 17 de julho de 2011

sábado, 9 de julho de 2011

A Minha Versão do Amor

O longa-metra­gem, dirigido por Richard J. Lewis (diretor de diversas séries de TV), conta a história de Barney (Paul Giamatti), um homem de 65 anos, alcoolatra, fumante de charutos e amante do hóquei que sempre viveu  de forma impulsiva e intensa.

O modo como a narrativa se passa aos olhos do espectador é encantadora, porque acontece a partir dos olho­s do próprio protagonista. E é a partir do seu ponto de vista que acontece o vai e vem da história. As idas de vindas no tempo é feita a partir da sua caracterização, além do crescimento dos filhos e do envolvimento com a esposa, vivida por Minnie Driver. 

“A Minha Versão do Amor” é uma comédia, mas que também toca o coração do espectador porque consegue emocionar, mesmo que exista uma investigação policial no meio do caminho. Não exis­te outra maneira de assistir a essa produção senão, juntamente com o personagem, fazer avalia­ção de sua própria vida, mesmo que ainda não tenha mais de 60 anos.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Cinemark Premier

Poltronas mais largas e com apoio para os pés

Depois de ficarem fechadas por mais de um mês, as salas 3 e 4 da Cinemark Tamboré foram reabertas com alguns diferenciais. Isso porque a 3 ganhou uma nova tela, co­nhecida por sua tecnologia XD (Extreme Digital Cinema), que é maior do que as convencionais, além de sonorização mais potente. Já a 4 foi transformada em Premier, que conta com serviço diferenciado, cardápio exclusivo e ambiente mais privativo, já que são menos poltronas - um total de 97 lugares.

Nesta semana, fui conhecer esta sala VIP e agora traz tudo para você, caro leitor. Para começar, a bi­lheteria é separada, garantindo ainda mais o aspecto de exclusividade, ou seja, se a sua sessão for na sala 4, não é preciso ficar na fila com todas as outras pessoas que vão comprar ingressos para as outras oito salas do complexo. E tem lugar marcado, mais uma facili­dade para quem quer evitar as filas ma hora da entrada.

Lounge exclusivo com bonbonnière e cardápio diferenciado


Destaque também para o lounge exclusivo, com uma bonbonnière que traz cardápio dife­ren­ciado, como chocolate Lindt, além de rolls, bruschettas e sanduíches. Dentre as opções de sobremesa, brownie, petit gâteau, churros e macarons. Porém, quem ainda gosta de fazer barulho de pipoca no cinema, saiba que há outras opções além da tradicional, como cobertura de azeite extra-virgem aromatizado.

O cardápio não para por aí: há uma carta de vinhos preparada pela World Wine para harmonizar com os petiscos. Dentre as opções, vinhos branco, tinto e espumante, como o Cava Pere Ventura Brut Nature, Mionetto Vivo Rose, Altosur Torrintes 2009, Catalpa Chadornnay 2010, Caitec Malbec 2009, Chateau Los Boldos Cabernet Sauvignon Grand Reserve 2009, entre ou­tros, além da água italiana San Pellegrino.

A sala
A gastronomia faz parte do cinema, mas vamos ao que interessa: a sala. O modelo segue os padrões da rede Cinemark, ou seja, tal como é a sala Premier do Shopping Cidade Jardim. As poltronas são todas de couro, largas e reclináveis com apoio dos pés. A posição é conseguida a partir de uma alavanca, na hora da subida, e com ajuda das próprias pernas, para voltar à posição inicial.

Além disso, as poltronas contam com o formato love seat, ou seja, o apoio para o braço pode ser levantado, para maior conforto, tal como o da classe exe­cutiva de voos internacionais. À poltrona vem acoplada uma mesinha para o espectador aproveitar melhor a refeição e porta-copos.

O conforto da cadeira é indiscutível e o Tamboré é o sexto cinema da rede a receber a tela com formato XD. Além do formato maior e da possibilidade de se assistir à filmes em três dimensões, o som é atraente. A reportagem da Folha assistiu ao filme “Transformers 3” e comprovou que as explosões, os ataques, e toda sorte de ação que o filme oferece, é mais divertido em 3D e alto e bom som.

A partir desta semana, estará em cartaz na sala Premier a comédia nacional “Cilada.com”. Os ingressos variam de R$ 30 a R$ 48, dependendo do horário e do formato, em outros filmes.

A Rede Cinemark chegou ao Brasil em 1997 e atualmente conta com 446 salas, divididas em 54 complexos, em 14 estados, além do Distrito Federal. Dessas 446 salas, 130 têm tecnologia de projeção digital em 3D.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Cilada.com

Para o lançamento de seu novo filme, “Cilada.com”, o ator e roteirista Bruno Mazzeo esteve em São Paulo, juntamente com parte do elenco e o diretor José Alvarenga Jr. Em entrevista coletiva, eles comentaram sobre o longa-metragem, que teve origem no seriado “Cilada”, lançado em 2005 pelo canal a cabo Multishow.

José Alvarenga Jr, que não trabalhou como diretor no seriado, tem bastante experiência com o cinema nacional, já que dirigiu “Divã”, “Os Normais 2”, entre outros. Ele conta que, para levar o seriado da televisão para o cinema, foi necessário pegar “o que tinha de bacana no seriado e ampliar para o cinema”. “Achava que o seriado tinha uma carga emocional que não era explorada no cinema”, completa. Outra questão é que, segundo Alvarenga, no cinema é possível dizer mais coisas que na TV. “O cinema permite o que não é possível explorar na televisão. O cinema é uma escolha, a pessoa está lá para ver o filme; a televisão chega na casa da pessoa.”

Isso porque, além das piadas, já que a história se desenvolve a partir de uma traição de Bruno (Bruno Mazzeo) com a namorada Fernanda (Fernanda Paes Leme) em frente de todos os seus amigos e familiares, há o romance. Porém, como vingança, a moça resolve colocar um vídeo dele na internet em uma situação constrangedora. E na ânsia de tentar consertar a sua reputação, Bruno só aumenta o problema.

Mesmo quem nunca assistiu a um episódio na televisão, pode entender a história. E, assim com em outro seriado escrito por Bruno Mazzeo, “Junto e Misturado”, que foi ao ar no ano passado na Rede Globo, os personagens têm os mesmos nomes dos atores. O fato não cria confusão com o público? “No 'Cilada', tínhamos a ideia de fazer parecer uma coisa cotidiana, aproximar o seriado, misturar ficção e reality show, mas isso não rolou. Porém, o nome se manteve. No 'Junto e Misturado', a ideia foi parecer um bate-papo entre amigos e aproximar o público daquelas situações corriqueiras”, explica Mazzeo.

Bruno Mazzeo conta quealgumas histórias são autobiográficas

A confusão pode ser ainda maior, já que muitas de suas histórias, como ele mesmo diz, são autobiográficas ou biográfica dos amigos. “A gente vai juntando as histórias.” Segundo ele, no caso do filme, apenas uma história foi verdadeira: a da mulher bonita com bafo, protagonizada por Carol Castro. E ela garante: “Não tenho bafo!”

Fernanda Paes Leme também comentou o assunto, já que viveu recentemente uma vilã na novela “Insensato Coração”. “No Brasil, existe muito isso de a pessoa confundir a personagem com a atriz. Me chamam de Irene na rua e vêm tirar satisfação!” Já para Fabiula Nascimento, atriz que faz uma ponta no filme e que participou do seriado, afirma que gosta de ter o mesmo nome da personagem. “Pra mim foi bom, porque as pessoas me viam na rua e não sabiam quem eu era; agora me chamam de Fabiula. Obrigada, Bruno”, agradece.

Se no seriado o personagem vivido por Bruno parece ser sacana, aqui ele é humanizado. “O desafio do filme foi mostrar como um cara sacana desse jeito chega ao final com o espectador torcendo por ele?” E o próprio Bruno completa: “A questão do desafio me interessa muito. Decidi parar de fazer o seriado para fazer outras coisas”, completa ele, lembrando que atualmente o “Cilada” é reprise. “O programa está há dois anos em reprise, é o 'Chaves' brasileiro”, compara com bastante bom humor.

Quanto ao seriado, ele é taxativo: “O programa não volta para a TV pelo mesmo motivo pelo qual parou: necessidade de fazer outras coisas e daí a gente parte para outro”. Em breve devem ser lançados os DVDs que faltam para fechar o pacote.

Embora o filme não tenha nem estreado, a produção é otimista. Já tem a sequência do filme confirmada. “Só falta a história”, arremata Bruno. Ainda segundo ele, a segunda temporada do seriado “Junto e Misturado” ainda não está confirmada.

No local de trabalho, Bruno descobriu o tal vídeo

O filme
Depois de terminar o namoro por conta de uma traição pública, Bruno (Bruno Mazzeo) é alvo da vingança da namorada, Fernanda (Fernanda Paes Leme). E é justamente essa vingança que vai resultar o verdadeiro enredo do longa-metragem “Cilada.com”.

O problema da vingança de Fernanda é que mexe com a virilidade masculina, com a sua vaidade, já que sofre de ejaculação precoce. Porém, o vídeo se espalha com uma velocidade incrível, como é comum quando se fala da rede mundial de computadores, e Bruno pensa em um jeito de como reverter essa situação, já que caiu em uma cilada.

E é justamente a partir da ideia que recebe do amigo Sandro (Augusto Madeira), que o filme se alimenta. É a partir desse plano que surgem algumas piadas. Trata-se de uma comédia, mas também com um toque de  romance. O problema é que muitas vezes a piada não funciona, é forçada, sem graça e chega ao ponto da grosseria, principalmente por conta da escatologia, de algumas serem até preconceituosas. Outro ponto negativo são as cenas previsíveis: é chato para o espectador adivinhar o que será mostrado na sequência.

Há problemas também com a direção de arte, como o banheiro diferente em duas ocasiões, e até de referências, como as moças que tomam cerveja direto da garrafa em uma festa de casamento.


Fernanda Paes Leme e Bruno Mazzeo

Também participam do filme Carol Castro, em uma das sequências engraçadas da fita, Fabiula Nascimento, Fúlvio Stefanini, Marcos Caruso, Serjão Loroza, Dani Calabresa e Thelmo Fernandes. Além de Bruno Mazzeo, Rosana Ferrão é autora do roteiro, com colaboração de Marcelo Saback e José Alvarenga Jr.


“Cilada.com” mostra o poder da internet e o limite cada vez menor entre o privado e o público. Em muitas cenas, o filme não funciona, diferentemente do seriado, principalmente por falta de timing de comédia e por estender demais determinados assuntos, que talvez funcionasse se fosse mais rápido. Uma pena.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Um Lugar Qualquer

O ator Johnny Mar­co (Stephen Dorff) mora no Cha­teau Marmont, o lendário hotel de Hollywood, mas vive à deriva: não tem mu­lher, só uma filha adolescente; toma pílulas para dormir, recebe mensagens agressivas em seu BlackBerry, bebe cerveja, fuma e reveza as companhias. E é justamente por conta da filha Cleo (Elle Fanning) que ele começa a se dar conta da vida que leva: nada é levado como proveito para a cabeça ou para o coração, é tudo descartável. As cenas do filme dirigido e escrito por Sophia Coppola se passam no apartamento onde vive, mas também no hotel em Milão onde vai passar uns dias. Há ainda muitas cenas nas largas ruas de Los Angeles. Com raros diálo­gos, aos poucos a diretora vai falando sobre a vida do rapaz e mostrando a sua rotina. A fita trata da futilidade e a percepção que o protagonista tem ao ver o quão vã é a sua vida. Com poucas palavras, Sophia Coppola dá o seu belo recado. Simples assim.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Carros 2

É verdade que um dos lançamentos da Pixar que não fizeram tanto sucesso foi “Carros”, longa-metragem lançado em 2006 e dirigido por John Lesseter, criador de “Toy Story”, o primeiro grande sucesso do estúdio. Um dos motivos para a “falta de sucesso” é o tema, claro, que é apreciado principalmente pelos meninos. Porém, com exceção do mercado interno, ou seja, os Estados Unidos, são poucos os países que se interessam por corridas de automóveis.

Mas quando se fala em pouco sucesso de um filme da Pixar, é quando comparado aos outros lançamentos do mesmo estúdio, já que foi a menor desde “Toy Story 2”. Porém, se comparado com outras produções, bem, é um sucesso total. Isso porque “Carros” rendeu, no final de semana de estreia nos Estados Unidos, mais de US$ 60 milhões. De acordo com David Price, no seu livro “The Pixar Touch: The Making of a Company”, a comparação de pouca arrecadação é relativa, porque “Carros” ainda era a segunda maior bilheteria do ano, depois do lançamento da Disney, “Piratas do Caribe: o Baú da Morte”.

Sobre as críticas, Lasseter disse: “Muita gente acha que 'Carros' é um filme sobre carros ou que 'Procurando Nemo' fala sobre peixes – 'Bolt' sobre cachorro. Ok, mas esses são os personagens e parte de seu ambiente. Mas suas personalidades e histórias precisam transcender o que são, seja humano, cachorro, carro, peixe, o que for. Você precisa tocar as pessoas e eu sempre digo que é preciso fazer uma conexão com o público, mostrando a eles algo que lhes é familiar em algum nível, mas se ver diante de uma situação que nunca imaginou antes. Embora façamos pesquisa sobre todos os assuntos (carros, trailers, no caso de Bolt, ou peixes), a essência tem que atingir quem gosta, ou não, do assunto. Essa é minha filosofia.”


A continuação
Cinco anos depois do lançamento do primeiro filme, eis que Lasseter volta a dirigir o longa de continuação, ao lado do codiretor Brad Lewis. Trata-se de “Carros 2” (“Cars 2”), que desta vez está sendo lançado em cópias 2D, 3D e Imax 3D, em versões dubladas e legendadas. A que eu vi é dublada por personalidades como Emerson Fittipaldi, Luciano do Valle, José Trajano e a cantora Claudia Leitte.

Desta vez, o campeão das corridas que começou em Radiator Springs, Relâmpago McQueen, é desafiado pelo carro de corridas italiano, Francesco, cujas rodas pra fora encantam a Porsche que namora McQueen. O primeiro desafio do Grand Prix Mundial está marcado para acontecer no Japão. Mas o destaque maior da trama acaba sendo para o seu melhor amigo, o carro-guincho Mate, que se aventura como espião internacional.

A trama começa um pouco sinistra, é verdade, com espionagens, um barco no mar e de repente vários carros contra Brent Mustanburger. O excesso de personagens (ao todo, foram criados 145 novos) acaba confundindo o espectador. E o próprio enredo se torna chato, quando a referência é o combustível utilizado pelos carros de corrida...

O assunto não é nada infantil, ainda que há abordagens sobre amizade que podem cativar as crianças. Mas o que realmente chama a atenção em “Carros 2” é, sobretudo, a arte, o desenho, os detalhes que foram criados para construir a obra. Neste caso, “Carros” conquistou por conta do inusitado, o que já não ocorre desta vez. O que talvez possa chamar atenção é que a fita não se passa apenas nos Estados Unidos, além de não serem apenas carros, mas também barcos e aviões!

 
Há, por exemplo, referências aos locais por onde passam, ou seja, o Monte Fuji, no Japão. Em Paris, há passagens que remetem ao “Ratatouille”, que se passa na capital francesa. Mas aqui, Paris é visitada por Mate como parte de sua missão na espionagem internacional. 
Então, ele passa pela Pont des Arts, onde dois carros se beijam, e pela Catedral de Notre Dame. Na Itália, onde há corrida de rua (pelo menos neste filme), foi criado um visual fictício cidade costeira italiana de Porto Corsa, mas é uma combinação da pista feita nas ruas de Mônaco com a Costa Amalfitana e lá é feita homenagem aos seis irmãos Maserati (Enzo, Bindo, Carlo, Alfieri, Ettore e Ernesto). Para finalizar, a última corrida é realizada em Londres, com destaque para alguns cartões postais, como o Big Ben, que aqui chama-se Big Bentley, além da própria rainha que aparece condecorando Mate como Sir por sua atuação.

O atrapalhado Mate, aliás, acrescenta o bom humor ao filme, principalmente quando está no Japão e se atrapalha com as letras e até mesmo confunde raiz forte com sorvete de pistache... Mesmo assim, lá pelas tantas o espectador pode se sentir entediado durante “Carros 2”, principalmente se não for um amante de carros...

Além dos dois primeiros “Toy Story”, Lasseter foi diretor de “Vida de Inseto” e produtor executivo de todos os outros filmes da Pixar. Foi dele, aliás, a ideia do filme e, para construir os personagens, passeou pela famosa Rota 66. Ele sempre conta que é orgulhoso do filme e que adora os carros, além, é claro, da animação.

Este é o 12º longa-metragem da Pixar, que está comemorando 25 anos. Em 2006, o estúdio foi comprado pela The Walt Disney Company, de modo que faz da Pixar uma subsidiária integral da empresa.

Em tempo: desde 1986, quando a Pixar Animation lançou seu primeiro curta-metragem, “Luxo Jr.”, lançou um por ano e vem apresentando um novo antes de cada longa. Ou seja, antes de “Carros 2”, o público pode conferir “Férias no Havaí”, apresentado por personagens de “Toy Story”. Provavelmente, como também já virou tradição, um novo curta deve ser acrescentado ao DVD.



Curiosidades
O nome do protagonista, Relâmpago McQueen, foi dado em homenagem a Glenn McQueen, ex-animador da Pixar que trabalhou no primeiro “Carros” e veio a falecer pouco antes de o filme ser lançado. Os pneus Lightyear de McQueen são uma referência a Buzz Lightyear, de “Toy Story”, assim como o seu número, 95, referência ao ano 1995, em que o mesmo filme foi lançado. Há ainda homenagem ao próprio Lasseter, no meio do filme, quando uma das propagandas aparecem em close, com o nome LassetAir.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Meia Noite em Paris - Bilheteria

No final de semana, assisti novamente ao filme "Meia Noite em Paris", de Woody Allen e, mesmo sem saber, contribuí para incrementar a bilheteria da fita. Isso porque, segundo a Paris Filmes, distribuidora do longa-metragem, este foi o maior lançamento de um filme do diretor, que teve 98 cópias em 24 cidades. Ao todo, foram mais de 126 mil ingressos vendidos no final de semana de estreia, o que dá uma média de 1,3 mil ingressos por sala.

Os recordes anteriores do diretor eram de "Vicky Cristina Barcelona", que em 2008 levou cerca de 96,3 mil pessoas aos cinemas no final de semana de estreia e "Ponto Final - Match Point", que em 2006 levou cerca de 81,9 mil pagantes no mesmo período. 
Como a primeira cópia a que eu assisti poderia ter correções, uma coisa não foi arrumada, talvez intencionalmente, mas muitos diálogos em francês não possuem legendas. Para quem está acostumado com o idioma, vai entender sem problemas. Mas o mesmo não acontece para quem não tem noções de francês.

De qualquer modo, a falta das legendas não compromete o entendimento do filme, mas a verdade é que o espectador acaba perdendo umas três piadas.

Mesmo assistindo ao filme pela segunda vez, muitas cenas continuaram sendo mágicas. E foi a oportunidade de observar detalhes que passaram despercebidos da primeira vez, como os passeios em Montmartre, ou na Rue de Rivoli, as mesinhas nas calçadas e assim por diante. Aliás, "Meia Noite em Paris" será um ótimo filme para assistir em casa e pausando: momento para comentar os cartões postais escolhidos por Woody Allen!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Tropa de Elite 2

Agora separado da mulher (Maria Ribeiro) e pai de Rafael (Pedro Van Held), Nascimento vive só e em guerra com Fraga (Irandhir Santos), defensor dos direitos humanos que tenta negociação duran­te rebelião em Bangu I.  Se aproveitando da rebelião e quando ganhou noto­rieda­de, Fraga se elege depu­tado e compra a briga com o Bope. Nascimento, então, passa a trabalhar como subsecretário de Inteligência. É aí que começa a entender que o problema com os traficantes e a polícia do Rio é muito maior e mais próximo da política que podia imaginar. Usando a câmera na mão, José Padi­lha apresenta ao espectador imagens quase documentais da sujeira que é escondida embaixo do tapete quando o assunto é política. Com muitos tiros, perseguições e, vá lá, menos torturas que o filme anterior (as sequências que mostram "o saco" no primeiro são mais sufocantes que nesta produção), “Tropa de Elite 2” é violento, sim, mas nada que não seja como a nossa realidade.

domingo, 19 de junho de 2011

Cisne Negro

O filme que rendeu o Oscar de Me­lhor Atriz para Natalie Portman chega em DVD e Blu-ray. Em­bora a fita te­nha o balé como foco, não se trata de um musical, mas de um drama psicológico sobre os bastidores, as disputas e intrigas que acontecem quando as bailarinas almejam destaque na companhia. Aqui, Natalie é Nina, uma dedicada e obsessiva bailarina que quer ser a Rainha dos Cisnes, no espetáculo “O Lago dos Cisnes”. Para isso, precisa se soltar e fazer os dois papéis: a do cisne branco e a do negro. Quem vai escolher aquela que substituirá a rainha é o diretor artístico Thomas Leroy (Vincent Cassel). Ao mesmo tempo em que Nina é dedi­cada no balé, tem pudor ao falar de sexo com o professor e sofre de uma alergia que faz suas costas sangrarem de tanto coçar. A fita prende a atenção do espectador e, de alguma maneira, mexe com a plateia a partir de seus jogos psicológicos, intrigas, além de fazer mal ao estômago em algumas cenas cheias de sangue.

sábado, 18 de junho de 2011

Inverno da Alma

Aos 17 anos, Ree Dolly (Jennifer Law­rence) embarca em uma missão pa­ra encontrar seu pai depois que ele usa a casa de sua família como forma de garantir sua liberdade condicional e desaparece sem deixar vestígios. O problema maior é que existe a possibilidade de ela perder a casa onde mora com seus irmãos pequenos e precisar voltar para a floresta, onde desafia os códigos e a lei do silêncio arriscando sua vida. Com direção de Debra Granik, o longa-metragem traça um retrato do interior dos Estados Uni­dos sem a tal moldura dourada, comum em muitos filmes hollywoodia­nos. Este independente, porém, conseguiu quatro indicações ao Oscar 2011: Filme, Atriz para Jennifer Lawrence, Ator Coadjuvante para John Hawkes e Roteiro Adapa­tado. “Inverno da Alma” é corajoso quando mostra cenas desagra­dáveis de se ver, mas ao mesmo tempo que tocam o espectador.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Meia Noite em Paris

Depois de homenagear ci­dades como Londres, Bar­ce­lona e, claro, sua Nova York, Woody Allen homenageia a Ci­dade Luz em seu novo filme, “Meia Noite em Paris” (“Midnight in Paris”), longa-metragem que estreia nesta sexta-feira, dia 17 de junho.

A fita chega ao Brasil em tempo recorde do lançamento internacional, uma vez que os filmes do diretor e roteirista nova-iorquino costumam chegar ao país com quase um ano de atraso, e esse foi apresentado ao público pela primeira vez durante o Festival de Cannes, realizado em maio deste ano.

O filme conta a história da vida do escritor Gil (Owen Wilson, de “Penetras Bons de Bico”) que, cansado de escrever rotei­ros fracassados para filmes hollywoodianos, vai passar alguns dias com a noiva e os pais dela na capital francesa. Sua ideia, portanto, é escrever romances, já que tem admiração por escritores de peso, como Ernest Hemingway, autor de “Paris é uma Festa”, por exemplo.
 
A primeira imagem é da Torre Eiffel, seguida da ponte Alexander III, considerada a mais bonita da cidade. Com uma espécie de videoclipe dos principais pontos turísticos, Allen mostra a Paris dos seus sonhos: Place de la Concorde, Mont­martre, Notre Dame, Jar­din des Tuilleries, as lojas chi­ques da avenida des Champs-Élysées e da Place Vendôme, os cafés, os restaurantes, o museu do Louvre, Le Palais Garnier, além dos belos telhados de Pa­ris. E o clipe vai mostrando a vida frenética da cidade até que chega a meia noite e, voilà, a mágica está feita.

É aí que o espectador vai des­cobrir o que acontece na Paris dos sonhos do escritor que admira Fitzgerald, Pablo Picasso, Salvador Dalí, Luis Buñuel e o Man Ray, e outras tantas personalidades dos anos 1920. É uma viagem no tempo incrí­vel, com referências de diversos segmentos da arte do início do século 20, mas também, quando Gil se encanta por Adriana (Marion Cotillard) e a viagem no tempo vai para a Belle Époque, nos anos 1890.



É na Ponte Japonesa do jardim de Claude Monet, em Giverny, na região francesa da Normandia, que o casal Gil e Ine­z (Rachel McAdams) conversa e discute sobre a possibilidade de se morar em outro lugar. A participação especial fica para a primeira-dama francesa, Carla Bruni, que faz o papel da guia no Musée Rodin, cujas esculturas do artista ficam expostas no jardim do grande casarão. Além de Paris e Giverny, há cenas filmadas no castelo de Versalhes.

Se Paris é sinônimo de magia e encanto, em “Meia Noite em Paris” Woody Allen brinca com a imaginação do espectador e entrega o que promete: um longa-metragem cheio de graça, humor refinado, citações de refe­rên­cias do mundo das artes, além de diálogos bem construídos.


 
Allen sempre foi um cineasta que entrega um filme por ano, principalmente com temas relacionados à sua cidade natal, Nova York. Porém, desde 2005 ele tem feito filmes na Europa, certamente porque tem tido dificuldades de conseguir financiamento para suas obras que possuem cinéfilos fiéis, como os ingleses “Match Point” e “Scoop”, “O Sonho de Cassandra”, o espa­nhol “Vicky Cristina Barcelona”, entre outros, para agora homenagear a capital francesa. E ele mesmo diz: “Claro que eu amo Nova York, que é a cidade onde nasci e cresci, mas se eu tivesse que escolher uma cidade para viver, que não fosse a minha, seria Paris”, diz Allen. 
 
A primeira vez que o diretor teve capital francesa como locação foi em “Todos Dizem eu Te Amo” e se apaixonou por Paris durante as filmagens de “O que é que há, Gatinha?”, seu primeiro filme como ator e roteirista.
 
“Meia Noite em Paris” traz novo fôlego às obras de Woody Allen, uma vez que seu último filme, “Você Vai Conhecer o Ho­mem dos Seus Sonhos”, não agradou a todos os seus fãs, ainda que, como se diz, um filme de Woody Allen mediano ainda é muito melhor que outros filmes que estreiam nos circuitos nacio­nal e internacional.
 
“Meia Noite em Paris” é um filme encantador, com humor raro que apenas Woody Allen é capaz de escrever, exatamente para o seu público. Ah, e se ficar com vontade de ver (ou rever) Paris após sair da sessão não se preocupe, acontece!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Kung Fu Panda 2

Muitos torceram o nariz quando houve a explosão dos longas-metragens produzidos com o uso da tecnologia, ou seja, feitos inteiramente no computador, em três dimensões, principalmente depois do sucesso da Pixar, “Toy Story”, dirigido por John Lasseter e lançado em 1995.

A questão é que outros estúdios aprenderam que poderiam deixar de fazer animação do modo tradicional, tal como Walt Disney fez “Branca de Neve e os Sete Anões”, primeiro longa do gênero, lançado em 1939. No entanto, os diretores (e obviamente os estúdios) entenderam que o público iria ao cine­ma assistir a essas produções desde que tivesse uma boa história para contar, independentemente de ter sido feita a mão ou com ajuda do computador.

O uso do 3D e da animação de um modo geral é justificável para contar uma história não necessariamente infantil, mas que não pode ser contada com personagens reais, como os brinquedos que ganham vida quando os humanos viram as costas, o peixe que se perde no oceano, o ogro que vira príncipe, os animais que lutam kung fu e assim por diante.

Agora está nos cinemas, em versões 2D e 3D, o longa-metragem de animação “Kung Fu Panda 2”. Na aventura, o panda Po (Jack Black) já foi aceito como Dragão Guerreiro, e protege o Vale da Paz ao lado dos seus amigos e mestres do kung fu, os Cinco Furiosos: Tigresa (Angelina Jolie), Macaco (Jackie Chan), Louva-Deus (Seth Rogen), Víbora (Lucy Liu), Garça (David Cross) e o mentor Shifu (Dustin Hoffman). E, além de acompa­nhá-los em suas aventuras, Po é adorado por todos e tem até bonecos com a sua cara.

A fita começa contando sobre a China e sobre a tão procurada paz interior, necessária para conseguir equilíbrio. Mas além de Po encontrar o próprio equilíbrio, já que sabe que fora adotado pelo Ganso, embora não saiba de onde veio, ele vai ajudar os nossos heróis a não deixarem o kung fu morrer. Para isso, porém, vão ter de lutar contra o vilão Lorde Shen, que planeja usar uma arma secreta para conquistar a China e des­truir o kung fu.

Ainda que o “balé” da primeira luta de Po com ajuda dos outros animais seja sensacional, ela e as demais que acontecem no decorrer na trama são o ponto fraco, pois, muitas vezes, principalmente na versão tridimensional, a que assisti, é escura e a coreografia não permite que o espectador entenda, em algumas cenas, quem está batendo e quem está apanhando.

Como o panda vai precisar de paz interior para buscar o equilíbrio a fim de continuar lutando, há algo no passado de Po que o incomoda e isso será demonstrado a partir de um desenho localizado no braço do ini­migo, cena que se repete várias vezes ao longo da fita.

Embora algumas continuações de filmes façam sucesso, em alguns momentos “Kung Fu Panda 2” entendia, as piadas não têm tanta graça, mas há mensagens para os filhos adotivos e para aqueles que querem encontrar a paz interior, já que o passado deve ficar lá trás. E isso é um ponto forte da trama. Dirigido por Jennifer Yuh Nelson, que no primeiro filme atuou como chefe de História, supervisora de Sequências de Ação e diretora da Sequência do Sonho, “Kung Fu Panda 2” merece ser visto por toda a família, em versões dubladas ou legendadas, em 2D ou 3D, como maneira de descontração e entretenimento.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O Poder e a Lei

É sentado no banco de trás de um Lincon preto, que o advogado Mick Haller (Matthew McConaughey, de “Como Perder um Homem em 10 Dias”) vai fazer suas negociações, geralmente com traficantes, motoqueiros e prostitutas. Seu charme, porém, é um caso a parte. Embora não precise seduzir nenhuma mulher para conseguir o que quer, sua sedução é toda direcionada para a plateia. E faz bem feito.

Em “O Poder e a Lei” (“The Lincoln Lawyer”), longa-metragem que estreia nesta sexta-feira, 27, nos cinemas, McConaughey vai ter de provar que pode dobrar a lei com poder (já que negocia com os bandidos e com a polícia), quando recebe o caso do jovem playboy Louis Roulet (Ryan Phillippe, de “Crash – No Limite”), que foi detido por agressão e tentativa de estupro. Em um primeiro momento, o garoto até convence que é inocente, mas quando o advogado pede ajuda ao seu amigo investigador, percebe que o caso não será tão fácil assim.

Baseado no best-seller homônimo de Michael Connelly, a fita é repleta de reviravoltas e, ainda que o espectador não entenda sobre leis e regras, as personagens vão contando o que está acontecendo e cada passo dado dos dois lados. No jogo do vai e vem, o espectador vai com o advogado juntando as peças, embora ele vá induzindo sob o seu ponto de vista.

Para completar o eixo familiar do advogado (afinal de contas, sim, ele vai ser ameaçado a certa altura), está a ex-mulher Maggie, vivida por Marisa Tomei (“O Lutador”). Os dois foram casados e têm uma filha. Eles se respeitam e ela é uma bem sucedida advogada que também o apóia, embora não em todas as suas crenças.

Mick é conhecido por ser um verdadeiro advogado de “porta de cadeia”, mas sabe como ganhar bastante dinheiro, principalmente quando precisa defender criminosos envolvidos com o tráfico de drogas. Ele dá um jeito: livra a cara de seu cliente e, em troca, ganha milhões de dólares.

Com direção de Brad Furman e roteiro de John Romano (de “Noites de Tormenta”), “O Poder e a Lei” é um filme que prende a atenção do espectador do início ao fim, pois o instiga a tentar descobrir se, de fato, o rapaz é culpado ou inocente. Porém, mais do que isso, o espectador vai descobrir como os autores vão costurar o thriller de modo a fazer as reviravoltas necessárias.

Com tantos outros filmes que envolvem depoimentos e acusações, como “O Júri”, ou até mesmo quando Robert de Niro vive o padre que vai depor em favor dos rapazes que passaram pelo reformatório, em “Sleepers – A Vingança Adormecida”, além de tantos outros, incluindo “Filadélfia”, protagonizado por Tom Hanks, “O Poder e a Lei” se difere, pois, embora esteja sentado no banco de trás do Lincon, carro que dá nome original ao filme, o advogado não vive cercado de luxo, com um escritório que ocupa um prédio inteiro. Ao contrário. Seu escritório é o próprio carro e ele ainda conta com uma assistente que é especialista em fazer pesquisas pela internet.

“O Poder e a Lei” é um thriller inteligente e que funciona, além de prender a atenção do espectador do início ao fim com diálogos bem construídos que resumem desde o condenado erroneamente, até o típico “filhinho de papai” que apronta e depois não quer agüentar as conseqüências.

Se Beber, Não Case! Parte II

Quando foi lançado, em 2009, o longa-metragem “Se Beber, Não Case!” não tinha a pretensão de fazer o sucesso que fez. E foi exatamente esse sucesso que motivou os produtores da fita a fazerem a continuação. “Se Beber, Não Case! Parte II” (“The Hangover Part II”) estreia nesta sexta-feira, 27, nos cinemas brasileiros.

Quem não assistiu ao primeiro, seria mais interessante que o visse antes de ir ao cinema conferir a continuação. Isso porque os primeiros 15 minutos do longa fazem referência ao filme anterior e mostra como os amigos estão e que a vida de todos progrediu, com exceção da de Alan (Zach Galifianakis), que continua morando com os pais e gosta de músicas para adolescentes.

Se no primeiro o casamento era de Doug (Justin Bartha) e os amigos se juntaram para fazer sua despedida em Las Vegas, desta vez quem vai casar é o dentista Stu (Ed Helms), e os rapazes vão para a Ásia, já que a família de sua noiva, Lauren (Jamie Chung), é tailandesa e o casamento será realizado em um resort na praia.

Antes, porém, a fita, que segue a mesma estrutura da primeira, começa pelo meio. Phil (Bradley Cooper) liga para Doug de um lugar qualquer e diz que está com problemas. Corta. E daí vai para o início, contando, de modo não-linear, como foram parar ali, em um lugar estranho e não no resort onde estavam hospedados.

Ainda que os amigos insistam na despedida, principalmente Phil, Stu nem quer saber, já que a última viagem que fizeram foi um desastre completo. Afinal, o noivo é convencido a tomar uma inocente cerveja na praia e, de quebra, leva com o grupo o irmão da noiva, Teddy (Mason Lee), um adolescente que acabou de entrar na faculdade e é considerado um gênio pela família.

Desta vez não é o noivo quem some, mas o irmão da moça. Porém, Stu nem cogita na possibilidade de chegar ao casamento sem o cunhado, ou vai ficar pior perante à família dela. E, por um impulso, eles vão procurá-lo no telhado...

Novamente dirigido e escrito por Todd Phillips, que contou com a contribuição dos roteiristas Craig Mazin e Scot Armstrong, o longa-metragem segue em um perfeito déjà vu. Até Stu solta no filme: “Não acredito que isso está acontecendo de novo...”

Detalhe, porém, que ao invés do bebê que Alan carrega no primeiro, neste ele tem um macaco, Cristal, que rouba a cena em diversos momentos, assim como Ken Jeong, que faz o papel de senhor Chow, que desta vez arranca gargalhadas da plateia e mostra ser, na verdade, um bon vivant.

Outros personagens inseridos na trama é o enigmático Kingsley, vivido por Paul Giamatti (de “Sideways - Entre Umas e Outras”), um monge e, novamente, Mike Tyson, que faz uma participação especial sendo ele mesmo.

É verdade que continuações são problemáticas, porque nem sempre funcionam. E, apesar de seguir a mesma estrutura do primeiro, ou seja, começa pelo fim e volta para o início para depois ter o desfecho, as melhores risadas são mesmo as que vêm a partir das piadas e do comportamento de Alan. O ator, aliás, entre as duas produções, trabalhou com o mesmo diretor no road movie “Um Parto de Viagem” (“Due Date”), cujo personagem lembra um pouco do filme.

Ao final, não saia sem antes ver as fotos reveladores da aventura desses amigos e descubra alguns detalhes que não foram explicados no decorrer da fita.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Mademoiselle Chambon


Dirigido e escrito por Stéphane Bri­zé, o filme é um drama francês que mistura romance e o desejo contido. Jean é pedreiro, casado com Anne-Marie e pai de Jérémy, que estuda na escola onde Ma­demoiselle Chambron é a professora substituta. Apesar de belo e intimista, o longa não emociona, pois o espectador não sabe para quem torcer: esposa ou amante.

O Turista


Aproveitando a estreia de "Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas", chega em DVD e Blu-ray o filme estrelado por Johnny Depp. Aqui, porém, ele parece menos ca­ricato, faz o papel de um americano em Veneza, na Itália, e fica amigo de Elise (Angelina Jolie), uma mulher linda com um ar de mistério que o atrai. E, como era de se esperar, os dois sustentam um romance, mas as perseguições começam. O thriller é interessante e o desfecho inclui um leve e divertido suspense.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas

Era para ter terminado a série dos filmes em uma trilogia, em 2007, quando foi lançado “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo”. O longa-metragem, aliás, havia sido filmado juntamente com o segundo, o “Piratas do Caribe: O Baú da Morte”, de 2006. Mas o início da saga do pirata Jack Sparrow começou em 2003, com “Piratas do Caribe - A Maldição do Pérola Negra”, e mostrou ao mundo que filmes de piratas podem ser bons (ou ao menos podiam...).

Tanto se falou no fim da franquia, mas ela não terminou. Isso porque chega aos cinemas brasileiros nesta sexta-feira, dia 20 de maio, o quarto da série: “Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas” (“Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides”). Novamente, tal como nas produções anteriores, o filme é todo de Johnny Depp, embora conte ainda com um elenco que inclui a bela Penelope Cruz no papel de uma pirata, Angelica.

Sob a batuta de Rob Marshall, cujo último filme que dirigiu foi o musical “Nine”, baseado no longa-metragem “8 ½”, de Federico Fellini, a fita está sendo apresentada em 2D, 3D, incluindo a versão Imax, experiência que eu tive, no único cinema deste tipo que existe em São Paulo.

Desta vez, o capitão Jack Sparrow (Depp) terá de ir à Fonte da Juventude, quando uma mulher de seu passado (Penelope) o força a entrar no Vingança da Rainha Ana, barco do pirata Barba Negra (Ian McShane).

O início é em algum lugar da Espanha, quando a corte está tentando pegar o mapa que leva à tal Fonte. Depois, em Londres, Jack se disfarça de juiz (seu olhar, no entanto, é inegável!), mas acaba sendo aprisionado pelo duque, pois querem que ele preste serviços ao rei e consiga chegar antes dos católicos espanhóis, para ter a tão sonhada vida eterna.

Mas quando saem de Londres, Jack Sparrow, a tripulação do rei, Angelica, Barba Negra com sua tripulação de zumbis, seguem em direção a Whitecap. Para chegar à Fonte da Juventude, terão de passar por obstáculos, que inclui belas e encantadoras sereias (do mal) com dentes de vampiro... E a confusão, mais uma vez, está armada.

O toque de humor, os trejeitos e os cacoetes caricatos de Depp estão todos lá. E é exatamente por isso, e por a sua participação no filme, que este vale a pena. Porque não fosse Johnny Depp, nem sairia de casa para ir ao cinema ver um filme escuro, com poucos e rasos diálogos, além de uma música de Hans Zimmer que não cessa um segundo. As lutas de espada também estão lá, e tanto Jack quanto Angelica empunham a arma e saem para lutar. O clima de romance presente nos outros filmes, porém, desapareceu, culpa de Orlando Bloom e Keira Knightley, nos respectivos papéis de Will e Elizabeth, que não estão nesta fita.

Embora a química de Penelope e Johhny funcione, prefiro ela fazendo filmes do diretor espanhol Pedro Almodóvar, como “Abraços Partidos”, ao invés de uma aventura como essa que lá pelas tantas me fez lembrar “Indiana Jones”, principalmente quando vão atrás de um cálice. Só faltou a musiquinha...

Quando mistura religião, um dos tripulantes prega e “Piratas do Caribe” acaba se tornando um filme com aspectos religiosos, por exemplo quando menciona sobre o comportamento de um da tripulação que vive rezando e pregando o bem, além dos espanhóis católicos – ao contrário dos ingleses, que são protestantes. Eles, aliás, tentam destruir o local da Fonte, porque só Deus pode conceder a vida eterna e por isso é preciso acabar com o lugar profano e pagão.

A fita extrapola nos efeitos especiais, o 3D coloca o espectador no filme, o som excelente permite ouvir o canto dos passarinhos, sem falar na maquiagem, no figurino de época, mas se atrapalha nas lutas de espadas. 

Mais uma vez, o filme é todo de Johnny Depp que, a exemplo dos anteriores, tem uma brilhante atuação, e ele está bem à vontade na trama, com seus trejeitos e, claro, bom humor. No entanto, o filme cansa, os 128 minutos parecem não terminar, o que é um mau sinal quando se trata de uma superprodução. De qualquer maneira, é esperada uma legião de fãs tomando conta das 141 salas de cinema na capital e na Grande São Paulo: faz parte dessa turma que homenageia um ídolo. Johnny Depp é a única atração em “Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas”, o mais fraco das quatro produções da franquia.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Um Dia de Fúria

Um dia desses eu estava tão irritada com o mundo, que, conversando com um amigo, ele lembrou do filme estrelado por Michael Douglas, "Um Dia de Fúria" ("Falling Down"), de 1993. Puxei na memória e não veio nada. Então, como de praxe, perguntei para quem sabe. Google, claro! Nada... não lembrei de nada. O passo seguinte foi procurar o DVD nas minhas lojas virtuais favoritas e adivinha: estava em falta. Os dias foram se passando e eu me esqueci do filme.

Com tantos problemas acontecendo no trânsito no bairro onde eu moro, que está cada vez pior, me recordei do tal filme. Novamente, fui buscá-lo, mas ele estava sendo vendido apenas em Blu-ray e, cá entre nós, não estava disposta a pagar R$ 59,90 por um filme que não conhecia. Enfim, achei um DVD promocional, que traz dois filmes do mesmo ator, um de cada lado: "Um dia de Fúria" e "Um Crime Perfeito", por R$ 19,90. Comprei. E no último final de semana tratei de ver o primeiro.

Na fita, Douglas é um desempregado atormentado por estar separado de sua esposa e, consequentemente, de sua filha, sem emprego e preso em um trânsito caótico de Los Angeles. Eis que, sem ter para onde ir com o carro, ele não teve dúvida: largou o automóvel lá mesmo e seguiu a pé, para descontentamento geral dos outros motoristas que estavam ao seu redor.

Paralelamente à sua história, é contada a de outro homem, Martin Prendergast (Robert Duvall), um detetive em seu último dia de trabalho, já que pretende se mudar para um lugar mais calmo com a sua esposa, pois ela tem medo da violência da cidade grande.

Se o espectador não tem argumentos para se apegar ao desempregado, há de sobra quando refere-se ao detetive, uma vez que trata-se de um homem dedicado ao trabalho e à esposa, tenta resolver os problemas dos colegas e os que são colocados sua mesa de trabalho.

Já o personagem de Douglas, que vive o tal dia de fúria, resolve fazer a justiça com suas próprias mãos e tirar da frente quem quer que apareça em sua direção e adie a sua chegada em casa, já que quer comemorar o aniversário da filha, mesmo que contra a vontade da mãe. É por essas e outras que o espectador pede ter alguma repulsa pelo personagem, uma vez que ele fica fazendo ligações anônimas para a casa e assustando a família.

Michael Douglas é caricato, faz caras e bocas para mostrar sua insatisfação. O espectador, do lado de cá da tela, fica intrigado e querendo saber o que vai acontecer com sua atitude e por que existe relação com o tal detetive, que, na visão dos colegas, não passa de um covarde.


"Um Dia de Fúria" é um filme divertido, mas deveria ter, ao final, a advertência: "Não faça isso em casa..."

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Os Agentes do Destino

Você acredita em destino? E naquela história de que nada é por acaso? O longa-metragem “Os Agentes do Destino” (“The Adjustment Bureau”) fala exatamente sobre isso.

A princípio, estranhei quando, na primeira cena, me deparei com Matt Damon, astro de filmes como “Invictus”, trilogia Bourne, “Além da Vida”, de Clint Eastwood, entre outros, fazendo o papel de um candidato ao senado. Mas a fita é mais do que isso. Além de ser um político, Damon participa de um suspense na história que envolve também a bela Emily Blunt, no papel de Elise, uma bailarina que ele conhece, veja bem, no banheiro masculino. Coisa do destino?
 
No mesmo dia, os dois se beijam e, pouco tempo depois, se encontram, olha só, no ônibus que ele toma em plena Nova York, já que perdeu a eleição e está em busca de um novo emprego. Trocam telefones, mas não se encontram. Destino?
 
David começa a ser perseguido, mas até então ele não sabe o motivo, tampouco o espectador. É aí que entram os tais agentes do destino, um grupo formado por homens de chapéus e são responsáveis por fazerem as coisas acontecerem na vida de cada um, conforme o plano do chairman – ou presidente. Com um mapa em mãos que lembra o usado nos filmes de “Harry Potter”, cujo desenho vai se mexendo conforme as personagens se movem, os agentes vão fazer de tudo para que os dois não se encontrem mais.
 
E há uma explicação para isso, mas sem ser explícito. Um deles, aliás, diz o que acontece desde o Império Romano, passando pelas duas Grandes Guerras, para falar sobre o livre arbítrio e que hoje em dia isso não existe, apenas “uma aparência de livre arbítrio”. Ou seja, a pessoa acha que está fazendo escolhas, mas elas estão sendo induzidas. Na trama, é como se a pessoa não pudesse ter tudo, como família perfeita e carreira brilhante. A partir do ultimato que recebe, David tem de escolher por ele e por ela. Embora os dois formem um belo casal, um dos agentes é enfático: “Não interessa como você se sente. O que importa é o que está escrito (preto no branco)”.
 
Mas David faz o tipo persistente. Não só pessoal, mas politicamente também. Quando perde a eleição e é o mais jovem candidato ao posto, acha que perdeu porque querem pessoas mais adultas. E daí tenta de novo, mesmo tendo perdido no Brooklin, bairro onde cresceu. De repente, o destino lhe prega uma peça novamente e, três anos depois do último encontro no ônibus, continua procurando Elise todos os dias até que a encontra.

Matt Damon não faz feio, ao contrário. O casal funciona e convence o espectador. Ao fazer o discurso, a empolgação remete ao seu papel em “Invictus”.

Escrito e dirigido por George Nolfi (roteirista de “Doze Homens e Outro Segredo”), baseado em conto de Philip K. Dick (“Minority Report – A Nova Lei”), o filme está sendo lançado como suspense, mas não dá para concordar tendo como referência o mestre do gênero, Alfred Hitch­cock, autor de filmes como “Psicose”. “Os Agentes do Destino” tem um mistério, uma busca incessante pelo que se quer, além de ser uma comédia romântica que lembra as protagonizadas por Tom Hanks, por exemplo. O toque de humor acontece sempre com a garota, mas principalmente quando ambos se encontram no ônibus.

Para driblarem o destino, os dois entram e saem de portas, de maneira que aparecem em outros lugares. Talvez uma grande referência ao longa-metragem de animação “Monstros S.A.”? Até que entram em uma porta na Estátua da Liberdade e mudam o destino que havia sido traçado. Simbólico, não?

Além da Vida

Em DVD e BD, a narrativa conta a história de três pessoas que são tocadas pela mor­te de manei­ras dis­­tintas: George (Matt Damon) que, desde criança, tem a capacidade de manter contato com o além; uma jornalista francesa (Cecile De France) e Marcus (Frankie McLaren), um garoto inglês que perdeu seu irmão gêmeo e está em busca de respostas. Um dos pontos altos da fita dirigida por Clint Eastwood é que, apesar de falar sobre o desconhecido, não explora demais o lado espírita, tal como filmes do gênero. Como disse o diretor no material de divulgação para a imprensa, “não sabemos o que acontece do lado de lá, mas, do lado de cá, tudo acaba”. Este é daqueles filmes para continuar pensando sobre a mensagem transmitida, mesmo depois dos créditos finais. O DVD custa R$ 39,90 e o BD, R$ 59,90. Ambos trazem como extra “Tsu­nami - Recriando um desastre”, “Loca­ções de Além da Vida” e “A experiência Eastwood”.