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sábado, 9 de julho de 2011

A Minha Versão do Amor

O longa-metra­gem, dirigido por Richard J. Lewis (diretor de diversas séries de TV), conta a história de Barney (Paul Giamatti), um homem de 65 anos, alcoolatra, fumante de charutos e amante do hóquei que sempre viveu  de forma impulsiva e intensa.

O modo como a narrativa se passa aos olhos do espectador é encantadora, porque acontece a partir dos olho­s do próprio protagonista. E é a partir do seu ponto de vista que acontece o vai e vem da história. As idas de vindas no tempo é feita a partir da sua caracterização, além do crescimento dos filhos e do envolvimento com a esposa, vivida por Minnie Driver. 

“A Minha Versão do Amor” é uma comédia, mas que também toca o coração do espectador porque consegue emocionar, mesmo que exista uma investigação policial no meio do caminho. Não exis­te outra maneira de assistir a essa produção senão, juntamente com o personagem, fazer avalia­ção de sua própria vida, mesmo que ainda não tenha mais de 60 anos.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Um Lugar Qualquer

O ator Johnny Mar­co (Stephen Dorff) mora no Cha­teau Marmont, o lendário hotel de Hollywood, mas vive à deriva: não tem mu­lher, só uma filha adolescente; toma pílulas para dormir, recebe mensagens agressivas em seu BlackBerry, bebe cerveja, fuma e reveza as companhias. E é justamente por conta da filha Cleo (Elle Fanning) que ele começa a se dar conta da vida que leva: nada é levado como proveito para a cabeça ou para o coração, é tudo descartável. As cenas do filme dirigido e escrito por Sophia Coppola se passam no apartamento onde vive, mas também no hotel em Milão onde vai passar uns dias. Há ainda muitas cenas nas largas ruas de Los Angeles. Com raros diálo­gos, aos poucos a diretora vai falando sobre a vida do rapaz e mostrando a sua rotina. A fita trata da futilidade e a percepção que o protagonista tem ao ver o quão vã é a sua vida. Com poucas palavras, Sophia Coppola dá o seu belo recado. Simples assim.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Tropa de Elite 2

Agora separado da mulher (Maria Ribeiro) e pai de Rafael (Pedro Van Held), Nascimento vive só e em guerra com Fraga (Irandhir Santos), defensor dos direitos humanos que tenta negociação duran­te rebelião em Bangu I.  Se aproveitando da rebelião e quando ganhou noto­rieda­de, Fraga se elege depu­tado e compra a briga com o Bope. Nascimento, então, passa a trabalhar como subsecretário de Inteligência. É aí que começa a entender que o problema com os traficantes e a polícia do Rio é muito maior e mais próximo da política que podia imaginar. Usando a câmera na mão, José Padi­lha apresenta ao espectador imagens quase documentais da sujeira que é escondida embaixo do tapete quando o assunto é política. Com muitos tiros, perseguições e, vá lá, menos torturas que o filme anterior (as sequências que mostram "o saco" no primeiro são mais sufocantes que nesta produção), “Tropa de Elite 2” é violento, sim, mas nada que não seja como a nossa realidade.

domingo, 19 de junho de 2011

Cisne Negro

O filme que rendeu o Oscar de Me­lhor Atriz para Natalie Portman chega em DVD e Blu-ray. Em­bora a fita te­nha o balé como foco, não se trata de um musical, mas de um drama psicológico sobre os bastidores, as disputas e intrigas que acontecem quando as bailarinas almejam destaque na companhia. Aqui, Natalie é Nina, uma dedicada e obsessiva bailarina que quer ser a Rainha dos Cisnes, no espetáculo “O Lago dos Cisnes”. Para isso, precisa se soltar e fazer os dois papéis: a do cisne branco e a do negro. Quem vai escolher aquela que substituirá a rainha é o diretor artístico Thomas Leroy (Vincent Cassel). Ao mesmo tempo em que Nina é dedi­cada no balé, tem pudor ao falar de sexo com o professor e sofre de uma alergia que faz suas costas sangrarem de tanto coçar. A fita prende a atenção do espectador e, de alguma maneira, mexe com a plateia a partir de seus jogos psicológicos, intrigas, além de fazer mal ao estômago em algumas cenas cheias de sangue.

sábado, 18 de junho de 2011

Inverno da Alma

Aos 17 anos, Ree Dolly (Jennifer Law­rence) embarca em uma missão pa­ra encontrar seu pai depois que ele usa a casa de sua família como forma de garantir sua liberdade condicional e desaparece sem deixar vestígios. O problema maior é que existe a possibilidade de ela perder a casa onde mora com seus irmãos pequenos e precisar voltar para a floresta, onde desafia os códigos e a lei do silêncio arriscando sua vida. Com direção de Debra Granik, o longa-metragem traça um retrato do interior dos Estados Uni­dos sem a tal moldura dourada, comum em muitos filmes hollywoodia­nos. Este independente, porém, conseguiu quatro indicações ao Oscar 2011: Filme, Atriz para Jennifer Lawrence, Ator Coadjuvante para John Hawkes e Roteiro Adapa­tado. “Inverno da Alma” é corajoso quando mostra cenas desagra­dáveis de se ver, mas ao mesmo tempo que tocam o espectador.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Um Dia de Fúria

Um dia desses eu estava tão irritada com o mundo, que, conversando com um amigo, ele lembrou do filme estrelado por Michael Douglas, "Um Dia de Fúria" ("Falling Down"), de 1993. Puxei na memória e não veio nada. Então, como de praxe, perguntei para quem sabe. Google, claro! Nada... não lembrei de nada. O passo seguinte foi procurar o DVD nas minhas lojas virtuais favoritas e adivinha: estava em falta. Os dias foram se passando e eu me esqueci do filme.

Com tantos problemas acontecendo no trânsito no bairro onde eu moro, que está cada vez pior, me recordei do tal filme. Novamente, fui buscá-lo, mas ele estava sendo vendido apenas em Blu-ray e, cá entre nós, não estava disposta a pagar R$ 59,90 por um filme que não conhecia. Enfim, achei um DVD promocional, que traz dois filmes do mesmo ator, um de cada lado: "Um dia de Fúria" e "Um Crime Perfeito", por R$ 19,90. Comprei. E no último final de semana tratei de ver o primeiro.

Na fita, Douglas é um desempregado atormentado por estar separado de sua esposa e, consequentemente, de sua filha, sem emprego e preso em um trânsito caótico de Los Angeles. Eis que, sem ter para onde ir com o carro, ele não teve dúvida: largou o automóvel lá mesmo e seguiu a pé, para descontentamento geral dos outros motoristas que estavam ao seu redor.

Paralelamente à sua história, é contada a de outro homem, Martin Prendergast (Robert Duvall), um detetive em seu último dia de trabalho, já que pretende se mudar para um lugar mais calmo com a sua esposa, pois ela tem medo da violência da cidade grande.

Se o espectador não tem argumentos para se apegar ao desempregado, há de sobra quando refere-se ao detetive, uma vez que trata-se de um homem dedicado ao trabalho e à esposa, tenta resolver os problemas dos colegas e os que são colocados sua mesa de trabalho.

Já o personagem de Douglas, que vive o tal dia de fúria, resolve fazer a justiça com suas próprias mãos e tirar da frente quem quer que apareça em sua direção e adie a sua chegada em casa, já que quer comemorar o aniversário da filha, mesmo que contra a vontade da mãe. É por essas e outras que o espectador pede ter alguma repulsa pelo personagem, uma vez que ele fica fazendo ligações anônimas para a casa e assustando a família.

Michael Douglas é caricato, faz caras e bocas para mostrar sua insatisfação. O espectador, do lado de cá da tela, fica intrigado e querendo saber o que vai acontecer com sua atitude e por que existe relação com o tal detetive, que, na visão dos colegas, não passa de um covarde.


"Um Dia de Fúria" é um filme divertido, mas deveria ter, ao final, a advertência: "Não faça isso em casa..."

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Além da Vida

Em DVD e BD, a narrativa conta a história de três pessoas que são tocadas pela mor­te de manei­ras dis­­tintas: George (Matt Damon) que, desde criança, tem a capacidade de manter contato com o além; uma jornalista francesa (Cecile De France) e Marcus (Frankie McLaren), um garoto inglês que perdeu seu irmão gêmeo e está em busca de respostas. Um dos pontos altos da fita dirigida por Clint Eastwood é que, apesar de falar sobre o desconhecido, não explora demais o lado espírita, tal como filmes do gênero. Como disse o diretor no material de divulgação para a imprensa, “não sabemos o que acontece do lado de lá, mas, do lado de cá, tudo acaba”. Este é daqueles filmes para continuar pensando sobre a mensagem transmitida, mesmo depois dos créditos finais. O DVD custa R$ 39,90 e o BD, R$ 59,90. Ambos trazem como extra “Tsu­nami - Recriando um desastre”, “Loca­ções de Além da Vida” e “A experiência Eastwood”.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Você vai Conhe­cer o Homem dos seus Sonhos

Às vésperas do lan­­­­çamento de um novo filme no Festival de Cannes, "Meia Noite em Paris", aqui, Woody Allen conta a his­tória de Alfie (Anthony Hopkins) e Helena (Gemma Jo­nes), pais de Sally (Naomi Watts), que trabalha em uma galeria de arte e é casada com o escri­tor Roy (Josh Brolin). No entanto, quan­do Alfie deixa a esposa para vi­ver com uma “jovem liberal”, começam os dramas da senhora, que, ao invés de pro­curar um terapeuta para curar a depressão, busca ajuda em uma vidente. Sem a gla­mou­rização dos filmes holly­woodianos, Allen reúne astros e estrelas e extrai o melhor dos atores. Uma comédia, no mínimo, inteligente. Além de DVD, o filme está sendo lançado também em blue-ray disc.

O Vencedor

Lenda do boxe, Di­cky Ecklund (Chris­tian Bale) desper­diçou o seu talento, mas seu meio-irmão Micky Ward (Mark Wahlberg) tentará superar as conquistas de Dicky. Treinado pela família e sem obter su­cesso em suas lutas, Micky terá que escolher entre seus familiares e a vontade de ser um verdadeiro campeão. Inspirado em uma his­tória real , o longa-metragem teve sete indicações ao Oscar 2011, e ganhou dois: Melhor Atriz Coadjuvante (Melissa Leo) e Ator Coadjuvante (Christian Bale). Dois prêmios merecidos. Por falar em Bale, ele realmente se transforma na fita, emagreceu muito para participar do papel, haja vista que ele fez “Batman” antes. 

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Enterrado Vivo

Quando vi o nome do filme que tem apenas um ator e cujo título é "Enterrado Vivo" ("Buried Alive"), duas coisas me vieram à cabeça. A primeira foi: Como alguém pode ter sido enterrado vivo? 

O questionamento, em minha mente, não é novo. Quando sei de alguma morte, por exemplo, fico imaginando se realmente a pessoa está morta antes de ser enterrada. É para isso que servem os velórios, minha mãe uma vez me esclareceu. E daí vem um filme com este título...

A outra pergunta foi: Será que Rodrigo Cortés, diretor da fita, consegue se virar em uma hora e meia de filme para contar essa história com apenas uma personagem? A resposta, você confere nas próximas linhas.


Não assisti ao filme no cinema, embora ele tenha sido exibido no Brasil. Somente me rendi ao DVD antes de ver "127 Horas" (filmaço, por sinal), na ocasião do Oscar, já que a fita concorria ao prêmio. Só agora me dei conta que não havia registrado aqui. 


Na trama, um motorista de caminhão, Paul Conroy (Ryan Reynolds, de comédias românticas como "A Proposta" e "Três Vezes Amor"), acorda depois de ter sido enterrado vivo em um velho caixão de madeira. Ao se deparar naquela situação, se dá conta que possui um telefone celular (com sinal precário) e um isqueiro (para enxergar), de modo a tentar descobrir onde está e quem o colocou ali. 

Tudo o que ele lembra é que está no Oriente Médio a trabalho e tenta falar com a sua família, nos Estados Unidos, para que alguém lhe socorra. Ou que o governo norte-americano o ajude, já que precisa que seja pago um resgate.

O filme consegue manter o espectador ligado a fim de descobrir o que ele está fazendo ali e se vai superar a escassez de oxigênio, mesmo estando a alguns palmos abaixo da terra. 

Definitivamente, o ator mostra todo o seu desespero e prende o espectador até o minuto final. Ah, sim, Cortés, com a câmera nervosa, um único cenário e personagens que só aparecem por intermédio de suas vezes, obtém sucesso com seu drama.

domingo, 17 de abril de 2011

Nosso Lar

Segunda maior bi­lheteria nacio­nal em 2010, adaptação da obra de Chico Xavier é, atual­mente, a pr­o­du­ção nacional mais cara do cinema brasileiro, orçada em R$ 20 milhões. O longa conta a história do médico André (Renato Prieto) que, após sua morte, é resgatado com dor e sofrimento e leva­do para o local onde recebe um tratamento. Então, começa a entender o que aconteceu com seu corpo e sua alma após o último piscar de olhos “na carne”. Dirigido por Wagner de Assis, o filme é destinado aos espíritas que, no mínimo, já se convenceram da ideia de que exis­te vida após a morte. Quem não acredita, não vai se convencer, nem adianta tentar. Entre os extras estão o ‘Making of’, ‘Pílulas dos Bastidores’, ‘Fotos de Cena e Bastidores’. O Blu-ray traz legendas em sete línguas e tem preço sugerido R$ 59,90.

Os Mercenários

Dirigido, escrito e estrelado por Syl­vester Stallone, filme ganha edi­ção especial em DVD-Duplo e Blu-ray. Ao todo, são cinco horas de extras legendados, incluindo o documentário “Inferno - Making of de Os Mercenários” e cenas deletadas. Na trama, um grupo de mercenários tem como missão lutar para combater um ditador na América Latina. Todos eles possuem uma marca na pele, o nome da gangue. A fita reúne ação, lutas, san­gue, efeitos especiais e atores especialistas no gênero. No grupo, nada mais caricato: o chinês (Jet Li) especialista em artes marciais; o motoqueiro encrenqueiro (Jason Statham) que tenta reatar com a ex-namorada; Mr. Church (Bruce Willis), que contrata a gang; Tool (Mickey Rourke), o ta­tuador, além de Arnold Schwarze­negger.

Enrolados

Releitura da clássica histó­ria de Rapunzel, sobre a menina de longos cabelos que vive isolada em uma torre. Depois de contar a história sobre a menina que fora tirada do berço da casa de seus pais por conta de seus cabelos mágicos, é a vez de o ladrão Flynn Rider roubar a coroa da rainha e fugir. Para divertir a história, o camaleão Pascal conversa com a garota, fazendo caras e bocas e mudando de cor. Após a direção criativa da Disney passar às mãos de John Lasseter, os filmes me­lhoraram. E a magia da princesa da Disney renasce quando reconta, de maneira atual e engraçada, a história da menina que joga as tranças para a mãe subir na torre. No Blu-ray, extras como Aberturas Origi­nais, Contagem para a Animação de Número 50, Cenas Iné­ditas, Can­ções Estendidas e Making Of.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1

No início, a man­chete do jornal avisa: “Marca Negra espalha terror”. A partir de então, as ima­gens fazem as apresentações dos personagens. Harry Potter (Daniel Radcliffe), que há muito deixou de ser um bruxinho ingênuo, está sendo procurado por Lord Vol­demort (Ralph Fiennes). Durante uma festa, Harry, Ron Weasley (Rupert Grint) e Hermione Granger (Emma Watson) saem à francesa com a missão de destruir o segredo da imortalidade de Voldemort. A direção está sob a batuta de David Yates que, com sua câmera, respeita as li­nhas da autora Rowling e leva o espectador para dentro do filme já no início em travelling perfeito. O Blu-ray duplo (R$ 79,90) traz nos extras cenas apagadas, trailers e prévia do último filme da franquia que chega às telonas em julho.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O Solteirão

Michael Douglas é (bem) casado com a atriz Catherine Zeta-Jones, mas há de se dizer que o papel para viver o protagonista do filme "O Solteirão" ("Solitary Man") lhe cai muito bem.

Na trama, ele é Ben Kalmen, ex-dono de grande concessionária de carros que, devido a sua infidelidade no casamento com Nancy (Susan Sarandon) e a falta de discrição em diversas situações, é abandonado pela família e tem de começar a vida do zero. Mas não será fácil, porque, com a família, foi-se também o crédito na praça. E, nesse recomeço, ele conhece Jordan (Mary-Louise Parker), filha de um magnata dos automóveis.  

O longa-metragem, que agora chega em DVD e blu-ray, mas que já passou pelos cinemas brasileiros, é dirigido a quatro mãos por David Levien e Brian Koppelman, também autor do roteiro. 
Aqui também é possível ver a performance do novo queridinho de Hollywood, Jesse Eisenberg, que estrelou o filme sobre a criação do Facebook, "A Rede Social". Na trama ele é um aprendiz do solteirão.

Embora tenha diálogos engraçados, é a reflexão final, ao terminar a projeção, que fica ao espectador: uma vida de futilidades ou a real vivência de acordo com a sua natureza, assumindo que o tempo passa para todo mundo e, muitas vezes, faz bem!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Amor por Contrato


O título é bobo, parece comédia romântica com final feliz. Até pode ser, mas antes é preciso acompanhar a história da tal "família feliz". "Amor por Contrato" ("The Joneses") conta sobre a mãe, o pai e dois filhos que se mudam para um novo bairro. Até aí, sem novidades. Porém, logo eles começam a ser o centro das atenções entre os vizinhos. 

O que o espectador não sabe (e eu também não vou contar!), porém, é o motivo pelo qual há tanto interesse na família e por que os quatro familiares fazem tanta questão de mostrar o que têm e como são felizes. 

No papel do pai, David Duchovny e no da mãe, a bela Demmi Moore, que mostra mais uma vez que não é apenas um rostinho bonito e conservado do cinema.

A fita é escrita e dirigida por Derrick Borte, em sua estreia no cinema, e consegue segurar o espectador até certo ponto. Mas depois a história se arrasta e cansa. A mensagem final? O clássico as aparências enganam!
 

domingo, 3 de abril de 2011

London River - Destinos Cruzados

Parece um filme comum. Ou melhor: os objetivos dos personagens centrais são comuns. Mas "London River - Destinos Cruzados" ("London River") é de uma grande sensibilidade e toca o espectador em diversos momentos. 

Na trama, o senhor Ousmane (Sotigui Kouyaté) e a senhora Sommers (Brenda Blethyn), que vieram da França e de Channel Islands, no Canal da Mancha, respectivamente, chegam a Londres para procurar seus filhos, que são estudantes. Isso porque ouviram na televisão sobre o atentado terrorista e não têm notícias do rapaz e da garota que buscam.

Com todas as diferenças dos dois, já que ele é africano, mulçumano e negro; e ela, inglesa, branca e cristã, deixam, a princípio, essas características interferirem no relacionamento. Mas verão que o preconceito será fichinha para atingir seus objetivos e encontrar os filhos que, cada vez mais, encontram evidências de que os dois possam se conhecer.

O longa-metragem se passa na capital inglesa,  principalmente nos bairros da periferia, onde vivem os imigrantes árabes. Assim, a locações mudam o foco dos cartões-postais da cidade.

Com roteiro e direção do francês Rachid Bouchareb, "London River - Destinos Cruzados" discute o comportamento de duas pessoas que vivem em países vizinhos, o preconceito entre raças e origens e mostra, sob o olhar crítico de Bouchareb, que tudo isso é uma grande bobagem.

A fita, que ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim na categoria de Melhor Ator, em 2009, já passou pelos cinemas brasileiros e agora chega em DVD.

domingo, 27 de março de 2011

Acabei de rever "Um Beijo Roubado", cujo título faz mais sentido na versão original (e eu gosto mais): "My Blueberry Nights". A estreia nos cinemas brasileiros foi em 2008, mas agora já está passando no Telecine Cult.

O longa-metragem é escrito e dirigido pelo chinês Wong Kar Wai, o mesmo de "2046", e conta a história de Jeremy (Jude Law), um rapaz descolado (e lindo!), dono de um café em Nova York. Ele conhece todos os seus clientes a partir dos seus pedidos feitos por telefone e coleciona chaves que são esquecidas no balcão. 

Certa noite, ele conhece Elizabeth (a cantora Norah Jones, em sua estreia no cinema), que está desolada pela perda do namorado. Sem rumo, ela parte em uma viagem pelos Estados Unidos (de ônibus) e passa a enviar cartões postais ao dono do café de cada lugar por onde passa.

Além dos dois, formam o elenco Rachel Weisz (de "Jardineiro Fiel"), no papel da ex-mulher de um policial alcoólatra, e Natalie Portman (que neste ano recebeu o Oscar de Melhor Atriz em "Cisne Negro"), como a jogadora de pôquer.

Quem batiza o filme, porém, é a fruta blueberry (mirtilo, em português), sabor da torta que a moça costuma pedir sempre que vai ao café. Na verdade, Jeremy oferece a ela um pedaço que havia sobrado, pois ninguém gosta da torta e é desprezada pelos clientes todos os dias. Em uma passagem do longa, ela narra o que está escrevendo no cartão postal: "Não sei se você se lembra de mim como a moça que pede torta de blueberry ou como a do coração partido". De qualquer maneira, o espectador vai percebendo que ali vai nascer um romance. Não se sabe quando, já que ela está viajando pelo país e ele parado, em Nova York, tentando encontrá-la em algum bar por aí, por telefone.

O longa é composto por atores e atrizes com ótimas interpretações, como Rachel Weisz, que quer se separar do marido; Natalie Portman, com um sotaque do sul bastante convincente; e Jude Law, com seu jeito de galã/conquistador britânico para ninguém botar defeito. Norah Jones não deixa a desejar como atriz tampouco como cantora, já que uma das canções que compõem a ótima trilha sonora da fita é sua.

A direção intimista de Wong Kar Wai envolve o espectador, principalmente por conta do seu olhar delicado e de ângulos diferentes. Haja vista o próprio beijo que ilustra o cartaz da obra e que foi um dos mais lindos do cinema dos últimos tempos. 

A produção do diretor chinês, em sua primeira produção norte-americana, entrou para a lista dos melhores filmes. E ele concorreu à Palma de Ouro em Cannes, em 2007, mas perdeu para o romeno de "4 meses, 3 semanas e 2 dias", que também é um filmaço. Difícil escolha...

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O motivo para eu falar novamente deste filme não foi apenas porque acabei de revê-lo, mas também porque me lembrei que ainda não preparei esta torta, cuja receita foi fornecida pelo distribuidor do filme no Brasil à época do lançamento. Não sei se é boa, mas também não garante que vem com o beijo do Jude Law (ou de Norah Jones...)!
 
Torta de Blueberry

Ingredientes
Torta
2 ½ xícaras de chá de farinha para bolo
½ xícara de chá de açúcar
½ xícara de chá de manteiga-amolecida
3 gemas
1 colher de chá de raspas de limão
¼ colher de chá de sal

Preparo:Coloque a farinha numa tigela. Usando um misturador de massa, misture o açúcar e a manteiga, junte as gemas, o limão e o sal. Trabalhe a massa para que tudo esteja bem misturado, mas não trabalhe a massa demais. Descanse a massa por 30 minutos, abra bem fina, com 3mm de espessura. Coloque uma forma untada de 25 cm. Asse no forno a 180ºC por 15 minutos.

Ingredientes
Recheio:
1 ¾ xícara de chá açúcar
¼ xícara de chá de maizena
2 ovos
1 colher de sopa de manteiga
1 ½ xícara de chá de leite
1 colher de chá de essência de baunilha
3 xícaras de chá de blueberries
¼ xícara de chá de geléia de maçã

Preparo:Misture uma xícara de açúcar, a maisena e os ovos em banho-maria, junte a manteiga, o leite e a baunilha, cozinhe até ficar um molho grosso. Coloque em uma fôrma. Combine o açúcar restante com as blueberries. Espalhe sobre o recheio de creme, volte ao forno e continue a assar por 25 minutos. Retire do forno, esfrie. Aqueça a geléia de maçã, pincele as blueberries e coloque na geladeira.

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E você está com água na boca? Mande fotos e comente se a receita for boa. Ou não.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Toy Story 3

Tanto o DVD quanto o Blu-ray che­gam dia 10 de novembro. O longa conta a his­tória de Andy, o menino cujos brin­quedos ga­nham. Agora, se pre­parando para ir para a universidade, ele terá de deixar para trás o patrulheiro da galáxia Buzz Lightyear e o cowboy Woody. Enquanto isso, os dois, além de Senhor e Senhora Batata, Dinossauro e tantos outros vão se aventurar em um orfanato. Destaque para Barbie e Ken, que protagonizam cenas hilárias. “Toy Story 3” é um filme sensível, que mistura uma boa história, alta tecnologia, mas também mexe com o emocional das pessoas.  Entre os extras, o curta do cinema “Dia & Noite”, “Diário de Missão de Buzz Lightyear: A Ciência da Aventura”, além de comentários dos cineastas: o diretor Lee Unkrich e a produtora Darle Anderson.