sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1

Quando os produtores de Harry Potter decidiram dividir o sétimo e último livro de J.K. Row­ling em duas partes, boa coisa não era. O motivo para isso é, obvia­mente, estender por mais um ano os lucros de uma das fran­­quias mais rentáveis de todos os tempos. Mas o maior problema dessa decisão é não condensar a his­tória e fazer com que, no ci­nema, ela perca a agilidade que os ou­tros longas-metragens da série tinham, e se torne arrastado.

“Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1” (“Harry Potter and the Deathly Hallows – Part 1”) é a grande estreia desta sexta-feira, dia 19 de novembro, e que deve tomar conta das salas de ci­nema do país.

No início, a manchete do jornal avisa: “Marca Negra espalha terror”. A partir de então, as ima­gens fazem as apresentações dos personagens de maneira a situar o espectador. Como é início de ano letivo, os alunos de Hogwarts estão em casa com suas famílias. Harry Potter (Daniel Radcliffe), que há muito deixou de ser um bruxinho ingênuo, está sendo procurado por Lord Vol­demort (Ralph Fiennes) e, por isso, seus amigos vão resgatá-lo em casa para fazer a transferência em segurança.

Durante uma festa, Harry, Ron Weasley (Rupert Grint) e Hermione Granger (Emma Watson), que repetem seus papéis, saem à francesa com a missão de encontrar e destruir o segredo da imortalidade de Voldemort: as tais Horcruxes. A partir de então, eles começam a fugir, se disfarçar e burlar os Comensais da Morte, que tomaram conta do Ministério da Magia, já que no filme passado Alvo Dumbledore foi morto.

Neste longa, o destaque vai para os três garotos, uma vez que os outros personagens pouco se envolvem na trama – estão guar­dando o clímax maior para o epi­sódio final. Entre as interpreta­ções marcantes está Helena Bonham Carter, como a Comensal da Morte Belatriz Lestrange.

A direção novamente está sob a batuta de David Yates, que também foi o responsável por “Harry Potter e a Ordem da Fênix” e “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”, todos com roteiros escritos por Steve Kloves. Com sua câmera, ele respeita as linhas de Rowling e leva o espectador para dentro do filme já no início em travelling perfeito.

Embora nos dois primeiros filmes da franquia as histórias fossem voltadas para as crianças, com a mistura de magia e fantasia, a cada ano os livros ficaram mais densos e sombrios e o público foi acompanhando o crescimento dos atores. Sobretudo nes­te longa-metragem, é possível confirmar a afirmação já na pri­meira meia hora de projeção, quando os Comensais da Morte se reúnem com o Lorde das Tre­vas que, após matar uma mulher com sua varinha, usando o fa­moso feitiço Avadra Kedavra, oferece o corpo como jantar para a gigante cobra que está por ali. Além de, digamos, uma cena assustadora, é também horrível por conta da frieza com que Voldemort trata esse tipo de situação. A mesma cobra, aliás, prota­goniza outra cena cheia de sustos em outra sequência muito bem filmada.

Outro detalhe que o longa apre­senta são as brigas dos adolescentes, uma vez que os três vão passar muito tempo juntos e, uma hora ou outra, Ron vai sentir ciú­me de Harry com sua namorada, Hermione. Os beijinhos, po­rém, ficaram de fora da tela. Eles apenas trocam olhares e se apro­vei­tam de um bom-humor contido pa­ra desfa­zer a tensão e fazer a plateia gargalhar. 
Outras sequências engraçadas são quando utilizam, mais de uma vez, a poção po­lis­suco.

À medida que procuram pistas em suas andanças, os três des­cobrem uma lenda antiga: as Re­líquias da Morte, que é re­pre­sentada por um símbolo formado pela pedra da ressurreição, pela capa de invisibilidade e pela va­rinha. E, sabendo disso, vão continuar a busca (mas só no outro filme).

Os efeitos especiais estão por toda parte, mas, ao invés de utili­zarem o cenário sempre muito explorado nos outros fimes, como o castelo onde estudam, agora eles vão filmar cada vez mais em loca­ções, como praia, campo e até ruas da capital inglesa. Efeito especial também está presente nas animações, como quando Her­mione explica “Os Contos de Beedle, o Bardo” e na volta dos elfos Dobby e Mons­tro.

Tal como em “Os Senhor dos Anéis: As Duas Torres”, filme intermediário daquela trilogia, “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1” é cansativo, arrastado e bastante longo, uma vez que possui mais de duas horas de dura­ção. No entanto, quem acompa­nha a série desde o início, não pode perder. Ao final, quando as luzes do cinema se acendem, fica a pergunta: quando será a batalha final? A qualquer hora, se você preferir ler o livro, ou a partir de 15 de julho de 2011, nos cinemas.

--
Assine a newsletter para receber as novidades por email.

2 comentários:

Rafael Sette Câmara disse...

Vi o filme ontem e não achei cansativo. Antes eu achava que dividir em duas partes não era boa ideia, mas até que ficou bem legal. O duro é esperar o último!

Rafael Sette Câmara disse...

Vi o filme ontem e não achei cansativo. Antes eu era contra essa ideia de dividir em dois, achava que era só pelo dinheiro e que ia ficar ruim. Mas até que ficou legal. O problema é a espera até o último.