
A história de “Juno”, escrita pela estreante Diablo Cody (pseudônimo de Brooke Busey), é sobre Juno MacGuff (Ellen Page, de “Menina Má.com”): uma garota de 16 anos que engravida do namorado, Bleeker (Michael Cera), um boboca e sem expressão que só pensa em correr na maratona. Seu grande problema, como seria de qualquer outra adolescente, é: já que sabe que está grávida do rapaz - que está mais preocupado em participar de corridas que namorar -, como irá contar para o seu pai e sua madrasta? Neste quesito, quem a ajuda é sua amiga Leah (Olivia Thirlby).
No decorrer da fita, o espectador vai acompanhar a vida desta adolescente, que precisa se mostrar madura ao dizer que não tem condições de criar um filho a esta altura da sua vida e a solução que ela dará para este “problema”.
Uma das boas surpresas é a atuação de Ellen Page, que é esperta, não titubeia e vai direto ao assunto. Os diálogos são bem-construídos e mostram o universo adolescente dos norte-americanos e os problemas que os afligem. A fita trata de problemas desta faixa etária, mas sem ser piegas, chato ou moralista. O assunto delicado que o enredo aborda não levanta bandeira nenhuma, nem faz apologias. Simplesmente diz o que precisa ser dito.
O diretor Jason Reitman (de “Obrigado Por Fumar”) apresenta um filme que não tem muitas pretensões, e esta talvez seja a sua grande virtude. Como retribuição a um ótimo trabalho (não apenas dele), eis a recompensa: o longa foi indicado a quatro categorias ao Oscar 2008. Além de Melhor Filme, “Juno” concorre aos prêmios de Diretor, Atriz e Roteiro Original. Para completar, a trilha sonora é outro destaque do filme delicado, divertido e emocionante.
Nenhum comentário:
Postar um comentário