Demorou, mas dia 30 de outubro estreia no país. "Coco Antes de Chanel" ("Coco Avant Chanel"), filme sobre a estilista Gabrielle Chanel, chegou às telas francesas em abril e, no final de semana de estreia, arrecadou o equivalente a R$ 7,56 milhões, alcançando o topo da bilheteria.
O longa-metragem conta (em francês) a história (de forma linear) da vida da estilista do início do século passado (embora não seja datado), desde quando ela era uma garotinha e foi deixada com a irmã em um orfanato, até se tornar artista de cabaré e, com a ajuda de homens ricos, se transformar no fenômeno que mudou o jeito de as mulheres se vestirem, acabando com os espartilhos, além de ter construído uma moda e estilo únicos que permanecem até hoje.
Vivida pela atriz francesa Audrey Tautou (que ficou conhecida por sua atuação em "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain"), Chanel leva uma vida sem graça e tenta sobreviver com os trocados que ganha como artista de cabaré frequentado basicamente por soldados bêbados e velhos ricos que vão atrás de mocinhas. É em uma dessas apresentações, ao lado da irmã, que Gabrielle conhece seu protetor, Etienne Balsan (Benoît Poelvoorde), que se interessa pela garota que, mesmo sendo sem graça, com voz fraca e magricela, se destaca entre as outras que cantam e dançam no local. Quando vai viver em seu castelo (e chega sem avisar), começa a perceber o que é ter boa vida, como é frequentar a alta sociedade.
Ela começa a montar a cavalo e conhece o inglês Boy Capel (Alessandro Nivola), o treinador de cavalos que retribui o seu amor e a ajuda a dar o primeiro passo para comercializar os chapéus que confecciona para as damas da sociedade e, com o boca a boca, vem o sucesso. Como as mulheres montavam a cavalo com vestidos (o que deveria ser extremamente desconfortável), ela inova e passa a utilizar peças do vestuário masculino para se sentir mais à vontade e protegida. E a partir daí começa a mostrar personalidade na maneira de se vestir, e a se destacar.
A câmera da diretora Anne Fontaine ("A Garota de Mônaco") mostra ao espectador o olhar de Chanel, principalmente com as imagens na altura dos ombros, mostrando que ela via o que as damas carregavam nas orelhas, nos pescoços, os detalhes, as pérolas (falsas) que ficaram famosas em suas mãos. É quando Chanel transforma as roupas e impõe sua moda, como o chapéu da amiga, os tailleurs, tornando a sua moda autêntica e inconfundível.
O longa também enfoca passagens interessantes, como frases prontas de Balsan e de Coco, como: "Homens são exaustivos, mas indispensáveis", "Só o preto realça os olhos", "O problema dos apelidos é que você nunca se livra deles", "Dizem que a mulher que corta o cabelo está prestes a mudar de vida", já que Coco tinha os cabelos compridos e, embora os usasse presos, quando foi para Paris, cortou-os. Além de passagens irônicas, como quando diz à irmã: "A única coisa boa do amor é fazer amor. É uma pena que seja necessário um homem para isso!"
Embora a fita de Anne dê conta de mostrar boa parte da vida de Coco Chanel (e por que, aliás, Gabrielle se tornou Coco), a linearidade dos fatos cansa o espectador. E ficaram de fora cenas importantes da carreira da estilista, como o motivo pelo qual seu perfume, o Chanel Nº 5, ficou eternizado (e a mãozinha que Marilyn Monroe deu neste assunto), além das bolsas com correntes que fez com que as mulheres desocupassem as mãos, uma vez que só carregavam as do tipo carteira, e como ela deixou a França e depois retornou ao país. Enfim, quando ela, de fato, se tornou um sucesso não apenas em Paris, mas no mundo todo, a fita, inspirada na "L'Irrégulière", biografia de Coco escrita por Edmonde Charles-Roux, não conta. O problema maior pode até ser sido o roteiro escrito por Anne e Camille Fontaine, com colaboração de Christopher Hampton, mas há uma quebra do ritmo a um determinado momento do longa que fadiga a plateia e o filme se torna arrastado.
"Piaf – Hino ao Amor" é a biografia da cantora francesa Edith Piaf e também mostra sua vida repleta de dificuldades no início, o orfanato, as cantorias que fazia em bares e nas esquinas parisienses a fim de conseguir um trocado e sobreviver, mas que não cansa. É emocionante, faz o espectador perceber os obstáculos enfrentados, como o álcool acabou com sua vida, além da doença, do amor que tinha por um rapaz e assim por diante.
Ainda que tenha problemas e não seja tão cativante quando a história de Piaf, "Coco Antes de Chanel" tem algumas coisas boas, como a lição de vida, que mostra uma jovem de origem humilde e que nunca se casou, estudou sozinha até se tornar um símbolo de sucesso e liberdade, além se ser uma mulher à frente de seu tempo e ajudar a criar o perfil da mulher moderna. Sem contar os modelos das roupas, os vestidos, principalmente nas últimas cenas, quando há um desfile na mesma maison onde começou e a clássica cena mostrando Chanel assistindo às suas criações desfilarem do alto da sua escada.
Tudo sobre cinema, com críticas de filmes, lançamentos nos cinemas e em home vídeo, trailers. O marcador Coisas da Vida são crônicas do que acontece, podendo ser real ou imaginário!
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Inimigo Público Número 1
Vincent Cassel, que recentemente estrelou o brasileiro “À Deriva”, é o gângster Mesrine. Baseado em personagem real, o longa-metragem, que passou pelos cinemas brasileiros, conta as suas façanhas e tudo o que ele passou para se tornar o bandido procurado. Ele morreu em 1979, mas antes disse que passou por diversos países para atuar em seus golpes. O filme conta com cenas cheias de movimento, além de Cassel dividir as cenas com o ator francês Gerard Depardieu.
Entre os Muros da Prisão
O longa francês sai direto em home vídeo e conta a triste história que se passa dentro de um reformatório na França. O órfão Treguier tem apenas 14 anos e é capturado no meio da praia enquanto tentava fugir para Nova York em um navio. Mas é dentro dos altos muros que o espectador vai acompanhar como vivem os jovens nos anos 1930 (tempo marcado principalmente pelos automóveis da época), como são maltratados pela instituição e por eles mesmos. A câmera de Christian Faure é criativa, já que o cenário é praticamente o mesmo, e consegue mostrar o sufoco que é viver dentro de um local como aquele.
A Mulher Invisível
O filme conta a história de Amanda (Luana Piovani), vizinha de Pedro (Selton Mello), que começa a fazer parte de sua vida, assim que sua esposa o deixa. Mas a vizinha perfeita não existe, é fruto de sua imaginação e é seu amigo e colega no trabalho (Vladimir Brichita) que desconfia da paixão, pois ainda não viu a tal deusa. Cético com relação ao amor, Carlos conhece a vizinha de Pedro, Vitória (Maria Manoella), que acabara de ficar viúva.Embora seja previsível, cheio de piadas prontas, trata-se de um filme de qualidade, que vale a pena ser conferido, ainda que seja para dar duas ou três gargalhadas com as poucas piadas que de fato são engraçadas e fazem pensar.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Mostra Internacional de Cinema de São Paulo
Os cinéfilos de carteirinha já podem se acalmar, pois a espera chegou ao fim. Isso porque começa nesta sexta-feira, dia 23 de outubro, a 33a edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Até 5 de novembro, o evento vai exibir mais de 400 filmes, em 17 diferentes endereços da capital, incluindo o Marabá, em sua primeira edição depois da reforma.Para começar, a abertura apresentou, na noite de quinta, 22, "À Procura de Eric" ("Looking for Eric"), longa-metragem muito bom de Ken Loach que estreia em circuito nacional dia 6 de novembro. Embora exista a intenção de comemorar o Ano da França no Brasil, não se deve mudar muito a programação da Mostra em relação aos outros anos.
Uma das convidadas especiais será a diva do cinema francês Fanny Ardant, que apresentará seu primeiro filme como realizadora, "Cinzas e Sangue" ("Cendres et Sang"). O público poderá rever alguns clássicos estrelados por ela, como "A Mulher do Lado" e "De Repente, num Domingo", de François Truffaut; "Crimes de Autor", de Claude Lelouche; "O Jantar", de Ettore Scola.
Uma das convidadas especiais será a diva do cinema francês Fanny Ardant, que apresentará seu primeiro filme como realizadora, "Cinzas e Sangue" ("Cendres et Sang"). O público poderá rever alguns clássicos estrelados por ela, como "A Mulher do Lado" e "De Repente, num Domingo", de François Truffaut; "Crimes de Autor", de Claude Lelouche; "O Jantar", de Ettore Scola.
Outra homenagem será feita ao diretor grego Theo Angelopoulos. Seu filme mais recente, "The Dust of Time" ("I Skoni Tou Hronou"), com Willem Dafoe e Michel Picolli, será um dos destaques da programação.
Entre as novidades que poderão ser vistas estão: "A Fita Branca", de Michael Haneke, vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes 2009; "Dente Canino", de Yorgos Lanthimos, vencedor da mostra Un Certain Regard, também em Cannes; "Lebanon", de Samuel Maoz, ganhador do Leão de Ouro em Veneza, e "London River", vencedor do Urso de Prata de Melhor Ator (Sotigui Kowjaté) no Festival de Berlim. E ainda há outros: "(500) Dias com Ela", "O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus", o último longa do qual Heath Ledger (o Curinga de "Batman - O Cavaleiro das Trevas") participou antes de falecer, no ano passado.
Segundo Renata de Almeida, diretora da Mostra, a grande novidade é o Prêmio Itamaraty, concedido pelo Ministério das Relações Exteriores para as categorias de longa-metragem de ficção (R$ 45 mil), longa-metragem documentário (R$ 30 mil) e curta-metragem (R$ 15 mil). Os filmes brasileiros vão concorrer ao lado dos estrangeiros. "A gente não separa porque acredita que o cinema nacional pode competir com os outros países", reforça. Todos os filmes produzidos ou coproduzidos no Brasil que integram o festival estão automaticamente inscritos. Uma comissão julgadora, formada pelo Itamaraty e pela Mostra, vai apontar os vencedores.
Ainda que a Mostra pareça maior a cada ano, o criador e idealizador Leon Cakoff afirma que não tem a intenção de crescer. "Temos um limitador natural que é a quantidade de salas de exibição", sublinha. "A gente tenta diminuir o número de filmes, mas não consegue", pondera Renata, que lembra que neste ano o evento atingiu recorde em número de inscrições para a Mostra Competitiva, com mais de 700 filmes.
Cartaz
Como todos os anos, foi escolhido um artista para desenvolver o pôster de divulgação da Mostra. Em 2008, por exemplo, a autora foi Tomie Ohtake. Nesta edição, a assinatura leva o nome de Otávio e Gustavo Pandolfo, Os Gêmeos. Leon Cakoff diz que a escolha pelos artistas se deu em função, principalmente, porque a Mostra tem sangue novo, todo ano. "O evento é sempre jovem. Os Gêmeos fazem parte da cidade, estiveram no filme 'Bem-Vindo a São Paulo' [do qual é diretor] e a gente está sempre atento", explica ele durante entrevista coletiva.
Ingressos
Os ingressos já estão à venda na Central da Mostra (avenida Paulista, 2.073, das 10h às 21h). Os preços variam de R$ 7 a R$ 14 (de segunda a quinta) e de R$ 9 a R$ 18 (de sexta a domingo). Pacotes têm preços com desconto. Informações: no site.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Distrito 9
Parece um documentário, com depoimentos no início, bem ao estilo Michael Moore (de "Sicko - S.O.S. Saúde", "Fahrenheit 11 de Setembro", "Tiros em Columbine") de se fazer, mas, cerca de meia hora depois do início da fita, o diretor estreante no formato de longa-metragem Neill Blomkamp conta a história sobre os alienígenas que estão há 20 anos na Terra e, por algum motivo, não conseguem voltar para casa.Com produção de Peter Jackson, responsável pela trilogia "O Senhor dos Anéis", nada poderia ter sido melhor para Blomkamp, que escolheu sua terra Natal, Johannesburgo (África do Sul), para ser o cenário de "Distrito 9" ("District 9"), o longa de ficção científica que conta na tela grande. Na trama, os alienígenas se tornaram refugiados por não conseguirem retornar para casa e foram alojados em barracos localizados no Distrito 9, enquanto as nações do mundo discutiam o que fazer com eles.
Contudo, quando o prazo já se esgotou (bem como a paciência das autoridades), a União Multinacional (MNU) precisa retirar os aliens a qualquer custo de lá. Eis que um agente, Wikus (Sharlto Copley), é destacado para convencer os ETs a deixarem o acampamento, até que contrai um vírus e é afastado de sua esposa, Tânia (Vanessa Haywood), principalmente porque seu pai, Koobus (David James), diretor da empresa, faz a sua cabeça e inventa mentiras a respeito do modo como o vírus fora contraído.
No filme, a história se alterna entre o que é ficcional e o que é, na concepção do diretor, ultrarrealista, visto que há misturas de imagens em estilo documental, imagens reais do noticiário local, além das imagens feitas com a ajuda do computador, como é o caso das criaturas, que no longa eles chamam de camarões. No entanto, o espectador pode jurar que se trata de algo verdadeiro, extremamente real.
Um ponto que faz a plateia achar isso é o fato de que, antes de rodar o longa, Blomkamp fez o curta-metragem no estilo documentário "Alive in Jo'burg", cujo cenário foi uma favela de Johannesburgo anos atrás. De acordo com o material de divulgação para a imprensa, o cineasta saiu às ruas com a equipe de filmagem para registrar as reações reais das pessoas, pois seus entrevistados entenderam que "alien" se tratava do conflito e da xenofobia existentes entre os cidadãos de Johannesburgo para com a invasão de imigrantes ilegais (na expressão em inglês, "illegal aliens", ou simplesmente "alien") vindos dos países vizinhos. Blomkamp diz que não tentou enganar as pessoas entrevistadas propositalmente. "Eu só queria obter as respostas mais reais e genuínas possíveis."
Filmes sobre ETs existem aos montes, há diversos exemplos no cinema e, cada criador, seja ele Steven Spielberg (de "ET – O Extraterrestre"), Roland Emmerich (de "Independence Day"), Ridley Scott (de "Alien") ou Barry Sonnenfeld (de "MIB - Homens de Preto") deu à sua criatura o aspecto como enxerga esses seres de outros planetas.
Pois bem, especialista em efeitos visuais, o diretor de "Distrito 9" levou às telas a sua visão pessoal acerca da vida extraterrestre. Ou seja, eles "não são atraentes, não são bonitinhos nem apaixonantes". Segundo Terri Tatchell, corroteirista ao lado do diretor, Blomkamp optou por um tipo de alienígena assustador, duro, quase um soldado.
Com direito a espaçonave e cenas grotescas que conseguem enojar o espectador no cinema, a discussão de "Distrito 9" vai além da bobagem de se fazer retratos bizarros de seres de outros planetas. Isso porque, nas entrelinhas (ou escancaradamente para o cinéfilo mais atento), a fita fala sobre a população que vive às margens, do preconceito de quem não consegue emprego, além, é claro, do Apartheid (a segregação racial sul-africana).
Para se ter uma ideia, o alien fala e entende a língua dos humanos, está sujeito às leis de onde vive (e pode, sim, de repente ser despejado do barraco ilegal), tem nome (o principal chama-se Christopher e é vivido por Jason Cope), tem filho (C.J.) e, para arrematar, pensa em seu povo antes de tudo, quando tem a oportunidade de recomeçar.
No final (calma, eu não vou contar), ao contrário dos filmes europeus, tem-se uma ideia do que vai acontecer mais pra frente (uma sequência, talvez?). O desfecho não é totalmente explícito, tal como nos filmes hollywoodianos, mas também não tão aberto como os europeus de um modo geral.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Bastardos Inglórios
Quentin Tarantino não brinca em serviço. Depois que mostrou ao mundo "Pulp Fiction – Tempo de Violência" (1994), não se contentou e fez "Kill Bill", volumes um e dois, respectivamente em 2003 e 2004. Embora esses últimos tenham alguns fãs, não se trata de unanimidade quando o assunto é a idolatria ao diretor que chegou para quebrar a linearidade dos roteiros, além de utilizar a violência de forma estética inovadora, mostrando, também, que se trata de uma bizarrice sem noção.Vale lembrar de "À Prova de Morte" (2007), que ainda não foi lançado oficialmente no Brasil, mas foi exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo daquele ano ao lado de "Planeta Terror", de Robert Rodriguez, filme capaz de mostrar essas características.
Tarantino viria ao Brasil para a divulgação de seu novo longa-metragem, "Bastardos Inglórios" ("Inglorious Bastards"), mas cancelou a viagem à última hora por se sentir cansado. Não é porque o diretor não veio que se deve deixar de lado a sua obra. A fita é uma obra-prima. Possui suas características principais, fazendo coro à forma como faz seus filmes, já que também é autor do roteiro. No longa, o espectador vai encontrar diálogos hilários, momentos históricos tristes, fantasia, sangue e morte nas quais muitas vezes não é possível encarar a tela do cinema.
O filme se passa a partir de 1941, ou seja, durante a II Guerra Mundial, em uma França ocupada pela Alemanha nazista, em busca de fugitivos judeus que se escondiam em casas de campo. Assim, até parece que você já viu esse filme. Mas como Tarantino não é um diretor convencional, ele tratou de mudar tudo e começou a contar a sua história dividindo a fita em capítulos. Eis, portanto, que se inicia com "Capítulo 1 – Era uma vez...".
Depois de ver sua família ser assassinada sob o comando do coronel nazista Hans Landa (Christoph Waltz), Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent) vai para Paris e, com um documento falso, assume a direção de um cinema. Lá, conhece um soldado alemão que quer fazer ali a avant-première de seu filme sobre a morte de milhares de judeus.
Em outra situação, no “Capítulo 2 –Bastardos Inglórios”, está o tenente Aldo Raine (Brad Pitt), que quer unir os judeus para fazer com os nazistas o que eles fazem com seu povo, ou seja: dar o troco na mesma moeda. Do interior dos Estados Unidos e com sotaque bastante evidente, Aldo e seu grupo, que é chamado de “os Bastardos”, se une à atriz alemã Bridget von Hammersmark (Diane Kruger) para derrubar os líderes do Terceiro Reich.
Ainda há o "Capítulo 3 – Noite Alemã em Paris", em 1944, e o "Capítulo 4 – Operação Kino", até que, de uma maneira que só Tarantino poderia fazer, todos esses personagens se encontram e, voilà: dá-se o clímax. É no "Capítulo 5" que acontece a première.
O galã Brad Pitt faz um personagem caricato, cheio de trejeitos estranhos. Mélanie Laurent merece destaque, pois consegue transmitir sua ira com relação aos nazistas de um jeito meigo e sedutor.
Quem se destaca, porém, é Christoph Waltz, que também faz um personagem caricato, pronuncia diálogos em francês, inglês e alemão com tom de deboche e muita ironia na maior parte do filme. O roteiro, claro, possui personagens reais, mas são os fictícios que entusiasmam o espectador, principalmente porque são eles que têm todo o sabor da fantasia proposta por Quentin Tarantino. Uma fábula que mistura o real e o irreal, que ninguém poderia contar melhor que o próprio diretor.
"Bastardos Inglórios" é um filme imperdível, que deve estar na lista de todo cinéfilo que se preze.
Branca de Neve e os Sete Anões
Da Coleção Diamante, o lançamento traz conteúdo exclusivo em imagens remasterizadas e sistema de som Digital Theater System com 7.1 canais de áudio de alta definição. O Blu-ray traz recursos inovadores, como o "Jogos em Família", que oferece jogos e atividades interativas. Há outros extras, como o passeio virtual pelas salas onde o filme foi concebido por Walt Disney. Primeiro longa-metragem de animação lançado em 1939, conta a história da princesa cuja beleza perturba sua madrasta, até que ela decide matar a garota para ser sempre a mais bela de todas. Para escapar da rainha má, Branca de Neve foge para a floresta e conhece sete anões, que vão cuidá-la, inclusive quando ela, aparentemente, morre à espera do Príncipe Encantado para que ambos possam viver felizes para sempre. O Blu-ray custa R$ 99,90 e o DVD, R$ 44,90, ambos com discos duplos.
Monstros Vs. Alienígenas
A animação conta a históra de Susan que, após ser atingida por um meteorito no dia de seu casamento, cresce até virar um gigante de 15 metros e é levada para uma instituição secreta do governo americano onde será mantida presa com um grupo de monstros: Dr. Barata, Ph.D., o machão metade macaco, metade peixe Elo Perdido, o gelatinoso e indestrutível de um olho só B.O.B. e a larva de 106 metros Insetossauro, que se transforma em uma bela borboleta. Além de falar sobre esses seres bizarros, há a inclusão de personagens humanos na história, mostrando que a utilização da técnica está mais apurada, mais sensível e cada vez mais parecendo com o real. O longa-metragem tira sarro da tecnologia, da impressão digital, mostra que fazer uma bobagem, como explodir uma bomba é tão simples quanto tirar o café de uma máquina.
A Era do Gelo 3
Os mamutes Manny e Ellie esperam o nascimento de seu bebê; a preguiça Sid continua atrapalhada e engraçada, mas dessa vez ultrapassa os limites quando se apossa de ovos gigantes; os gambás loucos por confusão Crash e Eddie; e o tigre dentes-de-sabre Diego começa a se questionar sobre sua capacidade de lutar, sem falar no esquilo Scrat, que ganha mais destaque. Outra novidade é a doninha Buck, que vive no mundo subterrâneo. Destaque para o bom humor do roteiro, uma vez que a história é capaz de arrancar boas gargalhadas inclusive dos adultos, além de uma trilha sonora impecável. O lançamento pode ser encontrado em DVD (R$ 29,90) e em Blu-ray (R$ 99,90).
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