sexta-feira, 31 de julho de 2009

Up - Altas Aventuras

Depois de ser apresentado na abertura do Festival de Cannes deste ano, "Up – Altas Aventuras" estreou nos Estados Unidos e em alguns países da América Latina, onde, aliás, assisti, uma vez que, no Brasil, o lançamento da Pixar chega apenas em 4 de setembro.

Primeiro longa-metragem do estúdio a ser lançando em 3-D (embora outros estúdios já o tenham feito, como a DreamWorks, com "Monstros vs Alienígenas" e a Blue Sky, com "A Era do Gelo 3"), ou seja, cuja exibição exige que a plateia utilize óculos especiais, "Up – Altas Aventuras" conta a história de Carl Fredricksen, um vendedor de balões de 78 anos que, depois de lutar contra os investidores por conta da casa onde sempre morou desde que se casou com Ellie, resolve o problema quando amarra milhares de balões em sua casa e a faz flutuar, tal como se estivesse, de fato, dentro de um balão viajando para as florestas da América do Sul.

Pouco antes de ele ter essa brilhante ideia, porém, bate a sua porta um menino de oito anos, Russell, que se diz explorador da natureza e, portanto, quer ajudar o idoso a atravessar a rua, cortar a grama do seu jardim, o que for. A maior descoberta de Carl é que, assim que a casa parte para os ares, alguém bate novamente a sua porta e pede para entrar.

Tal como "Wall-E" (filme lançado em 2008), que pode ser classificado (além de cinema de animação, cinema de gênero) como ficção científica e comédia romântica, "Up – Altas Aventuras" é uma animação que se divide entre o drama e a comédia. O drama fica explícito no início quando o protagonista, que está apaixonado por sua esposa que nunca conseguiu ter filhos, adoece e morre. Sozinho na casa em que os dois moraram desde que se casaram, ele vive a rotina desgastante lutando contra os investidores que insistem em comprar a sua casa para derrubá-la e dar lugar a mais um empreendimento imobiliário, ouvindo o barulho da vizinhança, dizendo não ao insistente menino que quer ajudá-lo seja no que for preciso.

Embora ele seja ranzinza e reclamão, e prossiga vivendo de lembranças, uma vez que Ellie continua presente – nas fotos colocadas nas paredes e nas estantes da casa, no caderno onde escreve desde criança as suas aventuras, na poltrona onde costumava se sentar –, inclusive em termos musicais, já que a trilha sonora que se repete quando ela aparece subliminarmente como personagem do filme, sua vida dá uma guinada quando vai viajar para a América do Sul a bordo de sua casa e, no caminho, enfrenta o mal e seus próprios defeitos, conhece gente nova, convive com o garoto que poderia ser o neto que nunca teve, faz amigos bichos, como o cachorro falante Dug e o pássaro gigante Kevin, ajuda a natureza e, então, o drama vira comédia, vira aventura, ação. Como se diz um explorador da natureza e por ter freqüentado curso de escoteiro, Russell mostra a Carl o que é um GPS, ajuda-o a manobrar a casa, a literalmente carregá-la nas costas, a ver a vida por outro ângulo que não conhecia.

De acordo com o material de divulgação para a imprensa, uma das tarefas mais difíceis no filme foi criar o conjunto de balões que leva a casa de Carl. “Era importante para o filme ter uma simulação realista dos balões. Os balões se comportam de forma realista, embora a noção de ser capaz de erguer uma casa com balões seja bastante absurda. Nós não somos físicos, mas um de nossos diretores técnicos calculou que seriam necessários de vinte a trinta milhões de balões para conseguir erguer a casa de Carl. Nós acabamos usando 10.297 para a maior parte das cenas em que a casa flutua e 20.622 quando ela decola. O número varia de tomada para tomada, dependendo do ângulo, da distância e do tamanho de forma a que fique interessante, convincente e visualmente simples”, diz Steve May, supervisor e diretor técnico do filme.

Ainda no material de divulgação, John Lasseter, que novamente é produtor executivo deste décimo lançamento do estúdio, diz que, “junto com o humor, é preciso ter emoção”. “Walt Disney sempre disse: ‘Para cada riso, deve haver uma lágrima.’ Eu creio nisso.” Para o público que está se divertindo na platéia com os óculos especiais e vendo a animação por computador mais perfeita do que nunca e, em alguns momentos, com imagens bem próximas de si, fica a lição para levar para a casa e pensar que a felicidade pode estar nas coisas mais simples, ainda que não tenhamos a vida que sonhamos.

"Up – Altas Aventuras" não é o melhor filme da Pixar (em minha opinião, "Wall-E" continua sendo o primeiro), mas há de se dizer que trata-se de uma produção bem-feita, que utiliza alta tecnologia para o desenvolvimento dos personagens animados por computador, com pele, cabelos e roupas perfeitos, com senso de humor peculiar, principalmente por conta do humor ácido do protagonista que se contrapõe com a inocência da criança, e conta uma história emocionante do início ao fim.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

À Deriva

"À Deriva", segundo o dicionário Michaelis, significa, entre outras opções, "desvio do rumo", "ao sabor da corrente". Mas "À Deriva" é também o filme dirigido por Heitor Dhalia ("O Cheiro do Ralo") sobre uma família de classe média que vai passar as férias na praia. E, nas areias de Búzios, litoral no Rio de Janeiro, Filipa (a estreante Laura Neiva), uma adolescente de 14 anos, flagra a traição do pai, Mathias (Vincent Cassel, de "Inimigo Público Número 1 - Instinto de Morte"), um escritor francês. E é com elementos como esse, sempre a partir do olho da menina, que é contada a história sobre sua família, como seus pais vão lidar com a possível separação, e como tudo ficará à deriva.

Situado no final dos anos 1970 e início dos 1980, o longa-metragem, que estreia nesta sexta-feira, dia 31 de julho, é intimista, conta também a história da mãe, Clarice (Debora Bloch, de "Bossa Nova"), e dos dois irmãos: Fernanda (Izadora Armelin) e Antônio (Max Huszar).

Durante 100 minutos, o espectador vai conhecer como é a rotina deles durante as férias de verão, quem são os amigos das crianças, como se divertem, além, é claro, das confusões que aprontam: afinal, são adolescentes! Namoram, brigam. E as lentes de Dhalia abusam das cenas em close, da câmera oculta (mostrando o ponto de vista da personagem). Com intimidade no assunto, Dhalia prova que há algo de biográfico na obra, uma vez que ele se inspirou em sua história pessoal para desenvolver a separação do casal, já que seus pais também se separaram.

Embora o motivo da traição de Mathias não seja claro no início, ainda assim é possível simpatizar por ele, porque a mãe das crianças é sem graça, se embriaga (chega a desmaiar), além de dizer coisas malcriadas e repletas de cinismo e sarcasmo para o marido em frente aos filhos e aos amigos.

E na luta de terminar de escrever (à máquina) o romance, Mathias se mostra alheio aos problemas pelos quais passa e aproveita esses episódios "reais" para incluí-los em sua ficção. A rejeição da mulher ele cura indo, todas as tardes, visitar Ângela (Camilla Belle, de "10.000 a.C."), uma bela americana que é fã do escritor.

O clímax do filme é quando o casal decide se separar e comunica o fato aos filhos, que não aceitam e, portanto, há um outro problema.

Dhalia, autor do roteiro ao lado da colaboradora Vera Egito, sabe delinear essas personagens, construir os diálogos e fazê-las cair nas graças da plateia. Há, porém, cenas desnecessárias que não acrescentam nada à narrativa e não são bem desenvolvidas, como quando Laura briga e faz as pazes com o namorado; quando se envolve com o barman; quando vai passear de barco com um conhecido; quando conhece Ângela; quando o pai sai debaixo de chuva à sua procura, entre outras.

As imagens captadas pelo diretor de fotografia Ricardo Della Rosa fazem jus ao espírito da fita, principalmente porque a praia exuberante é mostrada, inclusive debaixo da água transparente, costrastando com o cinza da tensão e da traição. Destaque também para a direção de arte que remete à época em que a fita se passa, e para o figurino concebido pelo estilista Alexandre Herchcovitch em seu segundo trabalho para o cinema.

Cassel contribui para a construção do seu personagem, mesmo que Dhalia não havia pensando em um francês quando escreveu o roteiro, principalmente porque fala um bom português (carregado de sotaque, é verdade), mas leva consigo o jeito de bon vivant, queimado de sol, brincalhão com as crianças.

Debora Bloch, é preciso dizer, é uma das melhores coisas do filme (se não a melhor), que faz com que sua personagem se transforme e faça com que o público note (e reconheça) essa mudança, principalmente porque, embora ela aja corretamente, existe uma repulsa por ser seca, dura, desagradável no trato com o marido e os filhos, de modo a ser egoísta e só pensar em si mesma (atipicamente para uma mãe). E a química entre os dois atores funciona, eles chegam a trocar frases em francês quando discutem (vale lembrar que Débora foi casada com um francês).

Embora a trilha sonora composta por Antonio Pinto ("Cidade de Deus") contribua para a dramaticidade do filme, ela não cessa, estando presente insistentemente durante toda a projeção.
Outro problema é que ela se repete quando o personagem aparece, tal como se fosse uma novela, enfraquecendo seu uso.

"À Deriva" é um longa-metragem da nova safra nacional, que não aposta em rostos conhecidos como apelo para a bilheteria, mas sim na força do ator, na sua interpretação em contar uma história com uma boa direção. A fita tem os seus méritos, por retratar com precisão passagens comuns da adolescência e das famílias. Usando a metáfora das pessoas boiando no mar, à deriva, Dhalia conta uma história envolvente, mas ainda falta um elemento essencial: a emoção.

Marie and Bruce

O espectador vai acompanhar a vida de um casal justamente no dia em que Marie (Julianne Moore, também produtora do filme) decide largar seu marido, Bruce (Mathew Broderick). Eles levam uma vida comum, mas estão desempregados e ficam sem dinheiro até mesmo para tomar um bom café da manhã. Com sarcasmo e ironia, Marie ataca Bruce, que se comporta de maneira esquisita, a tratando como “querida”, por mais estranho que possa parecer. Bruce, em um primeiro momento parece não se preocupar com o que ela pensa e se mostra alheio ao modo como ela o trata, pois acredita que exista amor. Dirigido e escrito por Tom Cairns em seu primeiro trabalho no cinema, o filme exalta as cores e as imagens reforçam o repúdio que sentem um pelo outro. Embora Julianne Moore seja uma excelente atriz, o longa não prende a atenção do espectador, que se dispersa com facilidade e pode se irritar com os diálogos sarcásticos durante o tempo todo.

Lipstick Jungle

A segunda temporada da série baseada no livro de Candance Bushnell (de "Sex and the City") traz Nico Reilly (Kim Raver), a editora-chefe de uma revista de moda que tem problemas no casamento; Wendy Healy (Brooke Shields), executiva cinematográfica que luta para conciliar carreira e família; e Victory Ford (Lindsay Price), a estilista que batalha para se destacar na moda nova-iorquina. Com bom humor e um pouco de drama, as amigas vão mostrar que são pessoas comuns, que precisam trabalhar, ter sucesso, família e que conciliar não é tarefa lá muito fácil, mas pode ser incrivelmente prazerosa quando uma tem a outra (e ter final feliz). O box da temporada traz 13 episódios em três DVDs a um preço de R$ 79,90.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Elenco e diretor falam sobre "À Deriva"

Depois que o roteiro já estava praticamente pronto, o diretor Heitor Dhalia (o mesmo de "O Cheiro do Ralo"), zapeando a televisão em uma Quarta-feira de Cinzas, viu o ator francês Vincent Cassel, em férias no Brasil, falando português na televisão. Então, se deu conta que ele seria um protagonista perfeito para o filme que estava escrevendo o roteiro.

"À Deriva", seu novo longa-metragem, foi apresentado em junho no Festival de Cannes, onde foi aplaudido por mais de cinco minutos. Em São Paulo para a divulgação do longa-metragem que estreia dia 31 de junho, Dhalia comenta que a narrativa é autobiográfica. "Lembra a separação dos meus pais. Fala de confiança, traição."

O filme conta a história de uma família de classe média (pais, vividos por Vincent Cassel e Debora Bloch, e três filhos) que vão passar as férias na praia. Porém, eles terão de enfrentar os problemas da convivência, a confiança. A filha mais velha, vivida pela atriz Laura Neiva, em seu primeiro trabalho, flagra a traição do pai, um escritor que se refugia na cidade praiana para terminar o livro.

E é justamente na praia exuberante, com imagens inclusive debaixo da água transparente, que se passam algumas cenas e, como justifica o diretor, é a direção de arte colorida que compensa o clima horrível da traição. Embora não tenha nenhuma cena que diga onde é, a praia está localizada em Búzios, no litoral do Rio de Janeiro, e a história se passa entre as décadas de 1970 e 1980.

"Não escolhemos o ano, apenas fizemos a direção de arte de acordo com as lembranças que tínhamos desse período", diz a diretora de arte Guta Carvalho, lembrando que o figurino, que também contribuiu para isso, foi elaborado pelo estilista Alexandre Herchcovitch.

Heitor Dhalia diz que é fã de Vincent Cassel e que foi uma honra trabalhar com ele, principalmente pelas lições aprendidas, uma vez que a escola da qual ele veio (francesa) é diferente da de Debora Bloch, por exemplo, e também porque há no filme muitos não-atores. Ao receber o convite, aliás, Cassel, que recentemente pôde ser visto nos cinemas brasileiros no filme "Inimigo Público No 1 - Instinto de Morte", disse, também na coletiva, que aceitou fazer o filme "pela paixão pelo país e pelo idioma". Após a coletiva, aliás, ele falou à Folha de Alphaville, que filmou primeiro o thriller (que será lançado em DVD pela California Filmes em setembro) e depois fez o drama brasileiro. "Foi ótimo [sair de um filme de perseguição e fazer um drama], porque muda o ritmo e eu vim em férias para o Brasil e aproveitei para filmar. Deu tudo certo", conta o ator em um perfeito português.

Debora Bloch, uma das melhores coisas do filme (se não a melhor), conta que, para construir sua personagem, uma mãe atormentada, que bebe muito e quer se separar do marido, absorveu muitos elementos do próprio roteiro. "Minha partitura é o roteiro. Muitas vezes, a imagem de uma mãe bêbada fala mais que qualquer diálogo. O roteiro tinha muito material emocional e o Heitor sabe pedir exatamente o que ele quer", diz ela.

A protagonista é vivida pela estreante Laura Neiva, de 15 anos. A menina é a filha mais velha do casal que vive com a o dilema por ter descoberto a traição do pai e não sabe se conta para a mãe. Ela diz que foi encontrada pela produção em um site de relacionamento e que só aceitou fazer o papel depois de três meses de insistência da produção. "Foi tudo espontâneo e divertido, ainda não caiu a ficha", diz ela sobre o fato de se tornar famosa. "Só tenho certeza que é isso o que eu quero fazer para o resto da vida."

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Inimigos Públicos

Na Chicago dos anos 1930, após a Grande Depressão e quando os cidadãos viviam sem dinheiro e achando que as instituições financeiras tomavam o pouco que tinham, um famoso ladrão de bancos, John Dillinger (Johnny Depp, de "Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet"), não é detido por nenhuma prisão e vira o tormento do detetive Melvin Purvis (Christian Bale, de "Batman - O Cavaleiro das Trevas"), que faz da perseguição o mote de seu trabalho.

Basicamente, este é o tema de que trata "Inimigos Públicos" ("Public Enemies"), longa-metragem que estreia nesta sexta-feira, dia 24 de julho, nos cinemas brasileiros (e cuja estreia nos Estados Unidos foi em 1o de julho), e que lembra os filmes protagonizados por Al Capone (o famoso bandido filho de italianos).

Perfeito malandro, Dillinger conhece a bela Billie Frechette (Marion Cotillard, de "Piaf - Um Hino ao Amor") e a faz parar de trabalhar na chapelaria de um restaurante e promete fazer de tudo por ela, desde que ela esteja disponível para cair no mundo ao seu lado. Em dois minutos, ele lhe conta o que faz da vida, onde cresceu e o que pretende.

Então, o diretor Michael Mann (o mesmo de "Colateral"), também autor do roteiro baseado no livro de Bryan Burrough, aponta as lentes de sua câmera na mão para a perseguição que J. Edgar Hoover (Billy Crudup) indica como missão ao detetive Purvis. A perseguição, aliás, vai durar praticamente 140 minutos pelos quais o filme se arrasta. Sim, é muito tempo e a história, por mais interessante que seja, é levada lentamente para a tela do cinema. Lentamente no sentido de os fatos demorarem a se desenrolar, uma vez que a câmera de Mann é rápida, com muitos cortes, com cenas cheias de tiros e sangue, imagens em primeiro plano para mostrar a tensão dos personagens em foco. Muito sangue, aliás, que talvez seja o motivo de a censura ser 16 anos.

Com direção de arte impecável, principalmente por conta dos móveis e figurino de época, e os automóveis Ford que circulam pelas ruas norte-americanas, o longa mostra um Johnny Depp fazendo o perfeito bandido com ar de malandro. Como já viveu no cinema papéis bizarros, como o barbeiro serial killer, o dono de "A Fantática Fábrica de Chocolate", além do protagonista em "Piratas do Caribe", Depp é, sem dúvida, o destaque da fita, que aproveita seu bom humor nos diálogos para quebrar a tensão das cenas e das negociações com a polícia.

Não se pode esquecer também da presença marcante da atriz francesa Marion Cotillard, que fez pesquisas com mulheres e namoradas de gângsteres para construir a sua personagem.

"Inimigos Públicos" é um filme que fala também sobre como driblar a lei, sobre justiça, perseguição, amor, cumplicidade, fidelidade. Como outros anteriores do diretor, este longa discute também a ética. Mas é também um filme tenso com um pouco de bom humor. Por ser longo demais e ter uma narrativa que não justifica o tempo perdido, o espectador pode se entediar ao acompanhar a busca dos policiais que se repete em excesso até que consiga chegar ao final do que de fato aconteceu. A cena de desfecho, aliás, é clássica, mostra bem o autor das imagens, principalmente porque sim, Michael Mann tem a mão pesada demais.

Gran Torino

Depois de atuar em "Menina de Ouro", este é o filme seguinte no qual o valente Clint Eastwood aparece e dirige. No longa, ele é Walt Kowalski, um veterano da Guerra da Coreia que mora em um bairro tipicamente americano, mas que, dia após dia, assiste aos seus vizinhos mudando de casa e novos moradores se aproximando. A nova vizinhança, porém, é formada por imigrantes, principalmente orientais, os hmong. Depois de ficar viúvo, Walt passa o tempo ao lado da Labrador Daisy ou lustrando seu Ford Gran Torino, ano 1972. A paixão é alternada entre consertos domésticos (ele tem uma grande gama de ferramentas), cerveja e visitas ao barbeiro, com quem tem uma relação amistosa, embora muito estranha. O ápice da história, porém, acontece quando alguém tenta roubar seu automóvel. As coisas começam a se acalmar quando Walt cria ligação com o Thao (Bee Vang) e sua irmã Sue (Ahney Her). E é justamente a partir dessa convivência que ele começa a conhecer sobre as diferenças de cultura, a ser tolerante quanto à convivência e a conhecer sua personalidade, uma vez que ainda não esqueceu as maldades que teve de praticar durante a guerra, quando esteve a serviço dos Estados Unidos.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Entre os Muros da Escola

Baseado no livro homônimo escrito por François Bégaudeau, o diretor e roteirista Laurent Cantet sele-cionou o próprio François para fazer o papel do professor e para corroteirizar a fita que se passa dentro de uma escola na periferia de Paris. O filme conta a história sobre professores e alunos que passarão juntos um ano letivo. O foco, porém, é nos personagens que mais dão trabalho aos mestres, como Souleymane (Franck Keïta), garoto que é levado para a diretoria por muitas vezes, Khoumba (Rachel Régulier), a insolente que se recusa a ler quando o professor lhe pede e Esmeralda (Esméralda Ouertani), um pouco arredia quando o professor lhe solicita algo. Com a câmera nervosa, muitas vezes na mão, Cantet mostra como eles se comportam, como vivem dentro da escola, sobre o que discutem etc. Como o filme mistura ficção com toques de documentário, tem-se a impressão de que aquela sala de aula pode estar em qualquer lugar do mundo.

Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Desde o primeiro minuto do dia 15 de julho, a sala Imax do Shopping Bourbon Pompeia começou com o grande movimento por conta da estreia do longa-metragem "Harry Potter e o Enigma do Príncipe" ("Harry Potter and the Half-Blood Prince"), o sexto da franquia em uma versão inédita: Imax 3-D. Ou seja, além das exibições tradicionais (com cópias dubladas e legendadas), o único cinema Imax do país exibe uma cópia especial.

Para se ter uma ideia, mais de 270 mil ingressos foram vendidos em pré-estreia para sessões do filme a partir de 0h01, recordes para os grupos Cinemark, Grupo Severiano Ribeiro e Moviecom. Nos Estados Unidos, cuja estreia aconteceu no mesmo dia, o filme teve a melhor abertura para sessões neste horário, arrecadando cerca de US$ 22,2 milhões, segundo estimativas iniciais da Warner Bros., superando os US$ 18 milhões de "Batman - O Cavaleiro das Trevas".

Trata-se da primeira vez que um filme live action (ao vivo) traz essa tecnologia ao cinema brasileiro. Embora no início do ano "Batman - O Cavaleiro das Trevas" tenha sido exibido em Imax (inclusive com cenas filmadas com equipamento especial para essas imagens), elas não eram em três dimensões. O longa dirigido por David Yates, porém, foi remasterizado digitalmente e a sequência de abertura (somente ela, ou seja, menos de 30 minutos do filme) foi convertida para 3-D com a tecnologia The IMAX Experience.

Da poltrona do cinema, o espectador poderá conferir, com o uso dos óculos especiais, na tela de 21 metros de comprimento por 14 metros de altura, a história do livro escrito por J.K. Rowling. No início, aliás, as imagens começam mostrando Londres e, com uma câmera rápida, Yates coloca o espectador dentro do filme e o leva para viajar junto com ele sobrevoando o rio Tâmisa e os principais pontos que o rodeiam, com os Comensais da Morte derrubando gente e virando a Ponte do Milênio, por exemplo. Neste momento, a diversão é garantida e a experiência do cinema com aquela qualidade é perfeita.

No entanto, antes da primeira meia hora do filme (que tem um total de 150 minutos de projeção), um sinal mostra que já se pode retirar os óculos e acompanhar normalmente a volta às aulas de Harry Potter (Daniel Radcliffe) e seus amigos Rony Weasley (Rupert Grint) e Hermione Granger (Emma Watson) na escola de magia Hogwarts. A aventura desta edição envolve principalmente o professor e diretor Alvo Dumbledore (Michel Gambon), que precisa preparar Harry para os próximos episódios, já que ele é o escolhido. Então, o bruxo terá de se aproximar do professor Horácio Slughorn (Jim Broadbent) para descobrir como foram as conversas que ele teve com o aluno Tom Riddle, aquele que mais tarde mudou o nome para Lord Voldemort, enquanto ele ainda era uma criança (neste filme interpretado por duas: Hero Fiennes Tiffin e Frank Dillane).

Outra situação a ser resolvida é o mistério que envolve Draco Malfoy (Tom Felton) e o professor Severo Snape (Alan Rickman), além dos Comensais da Morte Belatriz Lestrange (Helena Bonham Carter, ótima!) e Fenrir Greyback (Dave Legeno).

Ter a experiência de assistir ao filme na tela gigante e ainda em três dimensões é excelente. Porém, não compensa o fato de ter de ver os atores que conhecemos desde o primeiro filme, lançado em 2001, terem as suas vozes substituídas por dubladores cariocas. A diferença na edição perde um pouco em dramaticidade e em verdade na interpretação. Aos que não se incomodam em não ouvir as vozes originais, essa pode ser uma boa opção.

Quem não leu o livro vai descobrir que o filme termina da pior maneira possível, contudo deixa um gancho para a sequência. O sétimo e último livro da série, "Harry Potter e a Relíquia da Morte", já foi lançado e a história sobre ele será contada no cinema em duas partes, cujas estreias foram marcadas para 2010 e 2011. Aguarde, se for capaz de esperar.

Um Conto de Natal

O drama familiar dirigido e escrito por Arnaud Desplechin conta a história da família cujos pais, Abel (Jean-Paul Roussillon) e Junon (Catherine Deneuve), tentam não se deixar abalar pela perda de um dos filhos. Enquanto isso, os outros dois, a dramaturga Elizabeth (Anne Consigny) e Henry (Mathieu Amalric), vivem em pé de guerra. Porém, Junon descobre que tem uma doença grave e precisa de um transplante de medula. A partir de então, eles se encontram perto do Natal para fazer exames e descobrir quem tem compatibilidade. O longa é capaz de fazer o espectador se sentir acuado por conta das brigas entre irmãos, e até mesmo pelo fato de a mãe se colocar contra um dos filhos. Mas é uma belíssima história sobre a família atual.

O Equilibrista

Documentário vencedor do Oscar neste ano conta a história – com imagens de arquivo (inclusive fotos de vários ângulos), entrevistas atuais e simulações dramáticas - da tentativa de o equilibrista francês Philippe Petit atravessar, com ajuda de um cabo de aço, o espaço existente entre as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Dirigido por James Marsh, o longa-metragem cria o suspense sobre como a equipe formada por norte-americanos, um australiano e franceses vai fazer para concretizar o sonho de Petit, que começou quando estava em um consultório e leu no jornal sobre a construção dos edifícios que seriam os mais altos do mundo. Antes, porém, o espectador pode conferir a travessia entre as torres de Notre-Dame e em Sidney, na Austrália, além dos treinos em um cabo colocado num terreno. Como disse Petit, a emoção de ver, em 1974, a multidão do alto foi tanta e de um ângulo que jamais ele veria novamente, principalmente após 11 de setembro de 2001.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Pronto, a espera acabou. Depois de a Warner Bros. adiar de novembro passado para julho deste ano a estreia de "Harry Potter e o Enigma do Príncipe" ("Harry Potter and the Half-Blood Prince"), o sexto filme da franquia mais rentável estreia na quarta, dia 15 de julho, em versões dubladas, legendadas e no inédito Imax 3-D.

Não vale a pena perder tempo (e espaço) comparando o livro escrito por J.K. Rowling e lançado, no Brasil, em novembro de 2005, e o filme novamente dirigido pelo inglês David Yates, responsável pela série desde o anterior, "Harry Potter e a Ordem da Fênix", e pelos próximos dois que serão lançados respectivamente em 2010 e 2011.

Novamente com imagens escuras e mostrando que ainda há perigo a enfrentar neste ano na escola de magia de Howgarts (a começar das nuvens negras), o longa-metragem mostra Londres e, com uma câmera rápida, Yates coloca o espectador dentro do filme e o leva para viajar com ele sobrevoando o rio Tâmisa e os principais pontos que o rodeiam, com os Comensais da Morte derrubando gente e virando a Ponte do Milênio, por exemplo.

Então, quando as aulas começam, Harry Potter (Daniel Radcliffe) e seus amigos Rony Weasley (Rupert Grint) e Hermione Granger (Emma Watson) vão para a escola, ele conversa com o diretor Alvo Dumbledore (Michel Gambon), que se mostra interessado em prepará-lo para o amadurecimento para os próximos acontecimentos. E, com ajuda de memórias guardadas em frascos, Harry mergulha em uma penseira e assiste aos episódios que se passaram quando Tom Riddle, aquele que mais tarde mudou o nome para Lord Voldemort, ainda era uma criança (neste filme interpretado por duas: Hero Fiennes Tiffin e Frank Dillane). Quem vai ajudar Harry na missão de descobrir a verdade, porém, é o professor de poções mágicas Horácio Slughorn (Jim Broadbent), que volta a dar aulas este ano.

Além desse clima de descobertas, o espectador poderá acompanhar na tela o suspense, como a relação entre Draco Malfoy (Tom Felton) e o professor Severo Snape (Alan Rickman), e as atitudes de ambos se ajudarem, depois de terem feito o Voto Perpétuo com a ajuda da esquisita Belatriz Lestrange (Helena Bonham Carter, ótima!), autora do assassinato de Sirius Black no filme anterior.

Mas nem só de luta entre o bem e o mal foi feito "Harry Potter e o Enigma do Príncipe". Isso porque como os alunos cresceram (e o espectador acompanhou isso) e agora que são adolescentes, eles vivem as dores e as delícias da idade, como a paixão entre Harry e Gina Weasley (Bonnie Wright), irmã do seu melhor amigo, e o amor que pode surgir entre um outro casal e que vai despertar ciúme e lágrimas. Afinal, nada é fácil nesta vida, principalmente na adolescência.

Com duas horas e meia de duração, o longa não chega a ser arrastado, porque as imagens são capazes de entreter o espectador e fazê-lo prestar atenção em cada detalhe, sendo ele tenso ou engraçado. Nesta aventura, aliás, Harry Potter continua a admirar as maravilhas que a magia é capaz de fazer, como quando Dumbledore vai com Harry à casa do professor Slughorn e a arruma, já que parece não ser limpa e organizada desde a era mesozóica.

Como não poderia ser diferente, os efeitos especiais são o destaque e estão presentes em toda a produção, mas com o propósito óbvio de contar a história sobre bruxos que voam em vassouras, desaparecem, jogam quadribol, destroem pontes etc.

Para acompanhar, a trilha sonora composta por Nicholas Hooper sublinha o suspense e ele parece repetir pelo menos uma canção do filme anterior, a "Dumbledore's Army" enquanto os meninos treinam.

"Harry Potter e o Enigma do Príncipe" não é o melhor filme, até porque, quem leu o livro, sabe que o final da história não é o melhor, embora seja bem-feito. No entanto, quem quiser saber o que vai acontecer depois terá de ler "Harry Potter e a Relíquia da Morte" ou esperar 2011, quando será lançada a segunda parte do último livro.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A Era do Gelo 3

Pode ser que longas-metragens de animação sejam mais valorizados por sua técnica, já que o filme é todo feito em computador, que por seu conteúdo, de maneira que se pode pensar que a narrativa fica em segundo plano, após o (bom) uso da tecnologia. Bobagem. Filme bom, seja ele live action (ao vivo) ou animação, é aquele que consegue contar uma boa história e cativar o espectador, independentemente do modo como ela é contada.

Usando ainda mais a tecnologia para fazer o filme em terceira dimensão (com uso dos óculos especiais), "A Era do Gelo 3" ("Ice Age: Dawn of the Dinossaurs") estreou na sexta, 26, apenas nas salas equipadas para essa projeção. A partir do dia 1o de julho, porém, outras centenas de salas começaram a exibir a terceira parte do filme dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha na versão normal. Ele, aliás, começou como codiretor no primeiro filme, lançado em 2002. No segundo, em 2006, passou a dirigi-lo e, por consequência, dar mais destaque à sua criação, o esquilo Scrat, que continua tentando agarrar a noz, mas não apenas ela, uma vez que parece ter encontrado sua cara-metade.

Aos que preferem a surpresa, porém, é melhor passar longe dos vídeos divulgados na internet, uma vez que uma sequência inteira é mostrada sem cortes. É realmente engraçada e acompanha trilha sonora perfeita. O comportamento dos esquilos, aliás, é divertido por remeter o espectador ao típico comportamento humano, ao conferir que as mulheres são superiores (ou ao menos pretendem ser ou são vistas como), mandonas, sarcásticas quando querem tirar proveito de alguma situação, em detrimento dos homens que são submissos (ao menos quando se mostram apaixonados), tolos a ponto de acreditar em um charme típico para fazer chantagem, entre outras situações patéticas e caricatas do comportamento humano, mas representado por dois esquilos.

Os outros personagens dos longas anteriores continuam, além de terem a companhia de novos, como os mamutes Manny (com voz de Diogo Vilela, na versão dublada) e Ellie (Cláudia Jimenez) esperam o nascimento de seu bebê; a preguiça Sid (Tadeu Mello) continua atrapalhada e engraçada, mas dessa vez ultrapassa os limites quando se apossa de ovos gigantes que vão dar origem a dinossauros; os gambás loucos por confusão Crash e Eddie; e o tigre dentes-de-sabre Diego (Marcio Garcia) começa a se questionar sobre sua capacidade de lutar, correr e de continuar convivendo com os amigos que agora estão vivendo em família.

Outra novidade é a doninha Buck (Alexandre Moreno), caçadora de dinossauros, que vive no mundo subterrâneo (onde moram os dinossauros), e acabam ajudando os personagens em sua missão.

Destaque para o bom humor do roteiro, uma vez que a história é capaz de arrancar boas (ou serão ótimas?) gargalhadas dos adultos também, além de uma trilha sonora impecável, com direito ao clássico de Lou Rawls "You'll Never Find Another Love Like Mine", "Alone Again (Naturally)", de Gilbert O' Sullivan, além de canções compostas por John Powell, como o tango "You'll Never Tango".

Sem dúvida, "A Era do Gelo 3" é imperdível, principalmente pela história, pela técnica, pelas risadas, pela diversão do uso dos óculos 3-D.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Paris

Com o nome "Paris" ("Paris"), o filme não poderia ter outro cenário, senão a própria capital francesa, nem outro idioma senão o francês. Mas a cidade mais conhecida do mundo como pano de fundo não é o único atrativo do longa-metragem dirigido por Cédric Klapisch ("Bonecas Russas") e que tem estreia marcada para sexta-feira, dia 3, após participar, no mês passado, da 2ª Edição do Panorama do Cinema Francês no Brasil.

O filme conta a história de Pierre (Romain Duris, de "As Aventuras de Molière") que, segundo seu médico, está em estado terminal, pois precisa de um transplante de coração. A primeira pessoa para quem ele conta a triste novidade é sua irmã Élise (Juliette Binoche, de "Chocolate"), mas a primeira mudança que faz em sua vida é observar o mundo ao seu redor e os diferentes personagens que vivem na cidade.

Assim, a história se constrói na medida em que Klapisch aponta suas lentes para os feirantes que disputam a freguesia, para a moça que começa a trabalhar na padaria cuja dona é uma insuportável racista e mandona (Karin Viard), o arquiteto Philippe (François Cluzet), seu irmão, o professor de história Roland (Fabrice Luchini), que se apaixona pela aluna Laetitia (Mélanie Laurent) e fica lhe enviando poemas anônimos por mensagens do celular. O filme também mostra personagens que tratam de problemas com a imigração.

E é a partir desse mosaico que Cédric Klapisch mostra o cotidiano de Pierre que, como professor de dança, junta seu grupo e mostra coreografias intensas, bem-construídas, embora não tenha fôlego para executar todos os saltos que são propostos. Romain Duris, aliás, é capaz de transmitir ao espectador a dor que sente e mostra que é possível superar esse momento de tensão e esperar, curtindo a vida, brincando com as sobrinhas, sendo feliz.

"Paris" teve três indicações ao César (o Oscar francês), nas categorias Edição, Filme e Atriz Coadjuvante (Karin Viard). Trata-se de um filme belo, capaz de fazer com que o espectador contemple o cenário em que a história se passa e, por que não?, olhe para si e veja que ao seu redor a vida pode ser mais bonita do que lhe parece. Sim, o cinema tem essa capacidade e não se pode perder a chance.

Simplesmente Feliz

Poppy (Sally Hawkins) tem 30 anos, é solteira, professora e mora com uma amiga, Zoe (Alexis Zegerman). Aos finais de semana as duas saem para se divertir, vão a pubs, vestem roupas extravagantes e dão risada, principalmente. Quando começa a frequentar a autoescola para aprender a dirigir, começa a conversar com o instrutor Scott (Eddie Marsan). Os dois, aliás, dividem cenas divertidas que ao mesmo tempo mostram o contraponto entre os dois personagens: a divertida e alegre, e o estressado, mal-humorado e intransigente. Dirigido por Mike Leigh, o filme tem diálogos bem-construídos, direção impecável e é capaz de mostrar ao espectador o espírito jovem e divertido da personagem.

Frost/Nixon

De um lado, Richard Nixon, presidente com uma reputação a salvar e, do outro, David Frost, apresentador de talk show prestes a ser mandado embora, mas que consegue a entrevista que promete ficar literalmente para a história. Depois de renunciar ao cargo de presidente dos Estados Unidos, Nixon ficou em silêncio por três anos, mas em 1977 concordou em dar uma entrevista sobre seu impeachment ao apresentador. No filme é possível conferir como ela aconteceu, as farpas que ambos trocaram entre as perguntas e as respostas, de modo que apenas um pode conseguir a vitória durante a maratona de entrevistas que disputam a audiência do público.

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom

Baseado nos dois primeiros livros da série escrita por Sophie Kinsella, o filme conta a história de Rebecca Bloomwood (Isla Fisher), uma jornalista de economia que não consegue organizar sua vida financeira, mas dá conselhos sobre finanças na revista que trabalha. Seu sonho, porém, é trabalhar na revista de moda que lê desde a adolescência. A parte divertida é quando o espectador acompanha suas trapalhadas, as desculpas esfarrapadas e seu jeito meigo de conquistar o seu amor, Luke Brandon (Hugh Dancy), manter a amizade com Suze (Krysten Ritter) e, talvez, conquistar o emprego dos sonhos na revista de Alette Naylor (Kristin Scott Thomas).

A Garota Ideal

O tímido Lars (Ryan Gosling) vive em uma pequena cidade e, ao ir morar com o irmão (Paul Schneider) e a cunhada (Emily Mortmer), leva para casa Bianca, a garota de seus sonhos, que na verdade é uma boneca que comprou na internet. O problema é que ele a trata como se fosse uma pessoa real, de modo que as pessoas ao seu redor começam a ficar preocupadas com o seu comportamento. O filme é ao mes-mo tempo engraçado e dramático, uma vez que trata-se visivelmente de uma doença. Assim, o espectador vai se divertir ao acompanhar a história, mas ao mesmo tempo lamentar pela história bizarra do protagonista.